Segundo o médico Alonso Garcia, controle da pressão, colesterol, diabetes e prática de atividade física são essenciais para reduzir o risco de doenças cardiovasculares
Durante o inverno, as baixas temperaturas aumentam o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). De acordo com o Instituto Nacional de Cardiologia (INC), os casos de infarto podem crescer até 30% e os de AVC até 20% nesse período.
Em entrevista à Rádio Imbiara, o cardiologista Dr. Alonso Garcia explicou que o infarto ocorre quando uma artéria do coração é obstruída, reduzindo ou interrompendo o fluxo sanguíneo para uma parte do músculo cardíaco.
Segundo o especialista, a condição provoca dor intensa no peito e exige atendimento imediato, já que pode causar complicações graves, como insuficiência cardíaca, morte súbita e óbito.
"O infarto é uma obstrução de uma artéria do coração. Se a pessoa não receber atendimento a tempo, há grande risco de desenvolver complicações graves", alertou.
Fatores de risco
O cardiologista destacou que diversos fatores contribuem para o desenvolvimento da doença ao longo da vida. Entre eles estão:
Colesterol elevado;
Pressão alta;
Diabetes;
Sobrepeso e obesidade;
Tabagismo;
Estresse;
Sedentarismo.
Dr. Alonso ressaltou que esses fatores favorecem o acúmulo de placas nas artérias, aumentando o risco não apenas de infarto, mas também de AVC e outras doenças vasculares que podem comprometer os rins, os olhos e os membros inferiores.
Casos entre pessoas mais jovens
O especialista chamou a atenção para o aumento dos casos em pacientes mais jovens. Segundo ele, embora o risco aumente com a idade, problemas cardiovasculares já podem surgir a partir dos 30 anos e, em algumas situações, até antes, principalmente entre usuários de drogas.
Ele explicou ainda que as mulheres costumam apresentar menor risco durante o período fértil devido à proteção hormonal, mas esse cenário muda após o climatério, quando a incidência de doenças cardiovasculares aumenta.
Histórico familiar exige atenção
Outro ponto destacado pelo cardiologista é a influência da hereditariedade. Pessoas que possuem familiares com histórico de infarto ou AVC devem iniciar o acompanhamento médico mais cedo.
"Quem tem casos na família precisa cuidar da pressão, do colesterol e da glicemia desde cedo. A genética aumenta o risco e a prevenção faz toda a diferença", afirmou.
Prevenção é a melhor estratégia
Para reduzir as chances de desenvolver doenças cardiovasculares, o médico recomenda manter hábitos saudáveis, controlar doenças crônicas e praticar atividades físicas regularmente, especialmente exercícios aeróbicos, como caminhada, ciclismo e natação.
Ao final da entrevista, Dr. Alonso reforçou o alerta para que a população não ignore sintomas como dor no peito.
"Movimente-se mais, cuide da pressão, do colesterol e, se sentir qualquer dor no peito, não menospreze. Procure atendimento médico o mais rápido possível", orientou.