BEM BRASIL
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Postado em: 14/08/2026 - 16:15 Última atualização: 14/08/2026
Por: Caio César/Edvaldo Gomes/Rogério Farah/Alex Sander Xexéu - Portal Imbiara

Cães conseguem identificar emoções humanas, aponta estudo da Universidade de Viena

Pesquisa analisou atividade cerebral dos animais e identificou respostas diferentes diante de expressões de felicidade, tristeza, medo e raiva

Tema foi comentado durante o programa Vida de PET, da Rádio Imbiara 91,5 FM. Foto: Caio César/Portal Imbiara

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Viena indica que os cães são capazes de identificar sinais emocionais presentes nas expressões faciais humanas. Durante exames de ressonância magnética, os cientistas observaram diferentes respostas na atividade cerebral dos animais diante de rostos que demonstravam felicidade, tristeza, medo e raiva.

De acordo com os participantes do programa Vida de Pet, da Rádio Imbiara, as imagens de pessoas felizes ativaram áreas do cérebro relacionadas à recompensa e à cognição. A interpretação é de que os cães podem associar expressões positivas a experiências agradáveis.

As emoções consideradas negativas também provocaram padrões específicos de atividade cerebral. Os especialistas ressaltam, entretanto, que a percepção dos animais não depende apenas da expressão facial. Voz, postura corporal, cheiro e outros sinais também contribuem para que os cães compreendam o estado emocional dos seres humanos.

Durante o programa, o advogado Rodrigo Cruvinel destacou que a ciência já avançou na compreensão da chamada senciência animal, ou seja, na capacidade dos animais de experimentar sensações e estados emocionais.

Segundo ele, cães podem demonstrar medo, angústia e alterações comportamentais relacionadas ao ambiente em que vivem. A convivência com pessoas em situações emocionais negativas, por exemplo, pode influenciar o comportamento do animal.

Os participantes também reforçaram a importância da responsabilidade dos tutores. Para eles, oferecer alimentação adequada, cuidados veterinários, segurança e carinho é fundamental para garantir o bem-estar dos animais.

A pesquisa, porém, possui limitações, entre elas o número reduzido de animais analisados e a predominância de cães da raça border collie, o que exige cautela na generalização dos resultados para todas as raças.