Dra. Letícia Cardoso explica que procedimento não deve ser utilizado simplesmente para evitar custos ou cuidados com animais doentes
A eutanásia em animais deve ser considerada principalmente quando o paciente apresenta sofrimento intenso, não responde aos tratamentos disponíveis e perdeu a qualidade de vida. A explicação foi dada pela médica-veterinária Dra. Letícia Cardoso durante participação no programa Vida de Pet, da Rádio Imbiara.
Segundo a profissional, a eutanásia não deve ser encarada como uma alternativa para evitar o trabalho ou os custos relacionados ao tratamento de um animal doente. O procedimento pode ser indicado quando todas as possibilidades terapêuticas foram avaliadas e o paciente permanece em uma condição de sofrimento.
Entre os sinais que podem indicar uma situação grave estão a incapacidade de se alimentar ou beber, dificuldade para se locomover, dor intensa, perda de autonomia e impossibilidade de realizar funções básicas.
A veterinária explicou que casos avançados de PIF podem levar a uma deterioração severa do estado de saúde do gato. Na forma úmida da doença, por exemplo, o acúmulo de líquido pode provocar grande desconforto e exigir procedimentos frequentes para aliviar a condição do paciente.
Dra. Letícia destacou ainda que a decisão deve ser tomada de forma responsável, considerando a condição clínica do animal e o seu bem-estar.
Durante a entrevista, ela também elogiou a dedicação da tutora de Zequinha, que precisou seguir uma rotina rigorosa de medicamentos durante o tratamento da PIF. Segundo a veterinária, a disposição do tutor para seguir corretamente o tratamento pode ser fundamental para a recuperação do animal.
A orientação é que decisões sobre eutanásia sejam sempre discutidas com um médico-veterinário, que poderá avaliar a condição do paciente, as possibilidades de tratamento e principalmente o nível de sofrimento e qualidade de vida.