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Postado em: 06/05/2026 - 17:03 Última atualização: 06/05/2026
Por: Manoelita Chagas - Portal Imbiara

Prefeitura e Ministério Público apresentam posições opostas sobre Abono Natalino antes de julgamento no TJMG em Araxá

Reunião com desembargador antecede decisão que pode impactar pagamento a servidores municipais

O Abono Natalino é pago aos servidores desde 2011, como um valor adicional no fim do ano. Fotos: PMA

A Prefeitura de Araxá participou, nesta quarta-feira (6), de uma reunião em Belo Horizonte com o desembargador Pedro Bitencourt Marcondes, relator do processo na 19ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, para tratar do julgamento sobre o Abono Natalino pago aos servidores municipais. A análise do caso está prevista para a próxima semana e ocorre após questionamento do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) sobre a legalidade do benefício.

Participaram do encontro, representando o município, o procurador-geral Jonathan Ferreira e o consultor jurídico Flávio Bernardes. Também esteve presente o assessor jurídico da Câmara Municipal de Araxá, Igor Faria Rocha. A reunião teve como objetivo apresentar ao relator os argumentos da administração municipal antes do julgamento.

O Abono Natalino é pago aos servidores desde 2011, como um valor adicional no fim do ano. O MPMG, no entanto, questiona a constitucionalidade da medida, apontando possível incompatibilidade com regras que tratam da remuneração no serviço público e da criação de benefícios sem previsão adequada na legislação.

Argumentos da defesa e questionamentos do Ministério Público

Na manifestação apresentada, a Procuradoria-Geral do Município sustenta que o benefício é legal, com base na autonomia legislativa municipal prevista na Constituição. A defesa também afirma que a norma já foi analisada anteriormente sem contestação e destaca possíveis efeitos positivos do pagamento para os servidores e a economia local.

Por outro lado, o Ministério Público argumenta que o pagamento pode contrariar princípios constitucionais que regem a administração pública, especialmente no que se refere à legalidade e aos limites de remuneração. Casos semelhantes têm sido analisados pelo Judiciário em diferentes estados, muitas vezes com decisões que variam conforme a interpretação da legislação local e da Constituição.

De acordo com o portal do TJMG, ações envolvendo benefícios adicionais a servidores públicos são recorrentes e costumam avaliar se há respaldo legal específico e compatibilidade com as normas constitucionais. A decisão no caso de Araxá poderá consolidar um entendimento sobre o tema no âmbito estadual.

O julgamento deve ocorrer na próxima semana, e o resultado poderá definir a continuidade ou não do pagamento do Abono Natalino aos servidores municipais de Araxá.