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Minas Gerais

Outubro Rosa destaca importância do cuidado integral à saúde da mulher

Campanha para prevenção e controle do câncer de mama é uma oportunidade de valorizar autocuidado

08/10/2019 Por: Natália Souza - Portal Imbiara

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Imagem ilustrativa / Reprodução

Fonte: Agência Minas

A Campanha Outubro Rosa, criada em 1990, em Nova Iorque, surgiu com objetivo de fomentar a conscientização quanto à prevenção e ao controle do câncer de mama. Indo além desse conceito, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) adota a perspectiva de cuidado integral e completo, para que profissionais de Saúde considerem as singularidades das mulheres, como suas histórias, hábitos e contextos familiares.


Em Minas Gerais, foram diagnosticados pelo SUS, em 2018, 4.922 casos de câncer de mama. Até setembro de 2019, o número é de 1.868. Para todo o ano, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima a ocorrência de 5.360 novos casos de câncer de mama, com a taxa bruta de 50,15 casos novos por 100 mil mulheres mineiras. Já o câncer de colo do útero é a terceira causa de morte por câncer em mulheres no Brasil, com exceção do tipo de pele.

A coordenadora Daiana Souza explica que o câncer de mama e o de colo de útero estão fortemente associados a fatores de risco tais como alimentação não saudável, sedentarismo, obesidade, tabagismo e o consumo de bebida alcoólica.

Prevenção

A diretora da Promoção à Saúde, Daniela Campos, destaca que pequenas atitudes contribuem para prevenção do câncer de mama. “É importante o consumo de alimentos obtidos diretamente das plantas, de animais adquiridos para o consumo sem que tenham sofrido qualquer alteração, além da ingestão de água, manutenção do peso saudável e prática regular de atividade física”, enumera.

Ainda de acordo com Daniela, as usuárias do SUS podem procurar a equipe de saúde da família ou a Unidade Básica de Saúde para tirar as dúvidas e se informar sobre as ações que são ofertadas.

No caso do câncer de colo do útero, a primeira forma de prevenção está relacionada à diminuição do contágio pelo Papiloma Vírus Humano (HPV). A infecção por HPV é a infecção sexualmente transmissível mais comum em todo o mundo e a sua transmissão ocorre principalmente por via sexual, mas pode ocorrer por qualquer contato direto com a pele ou mucosa infectada.

São medidas de prevenção, fazer uso de preservativo em todas as relações sexuais, cuidar da higiene íntima, conhecer o próprio corpo, estando atenta a alterações, e realizar o exame preventivo do câncer de colo do útero, para detecção de lesões ainda em fase inicial. O exame é ofertado pelo SUS nas Unidades Básicas de Saúde e é a estratégia mais adotada para detecção da doença em mulheres de 25 a 64 anos, que já tiveram algum tipo de atividade sexual.

Vacina contra HPV

A vacina oferecida pelo SUS confere proteção para quatro tipos de HPV e está disponível para meninas de 9 a 14 anos, meninos de 11 a 14 anos e para pessoas de 9 a 26 anos (vivendo com HIV, transplantados ou em tratamento de câncer). Atualmente, a cobertura vacinal entre as meninas está em 48,59%. Já entre meninos, esse número cai para 27,59%. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é de 80%.

Mamografia

No SUS, a mamografia é recomendada para mulheres de 50 a 69 anos, de dois em dois anos, ou em intervalos menores, dependendo do resultado do exame anterior. Em mulheres fora dessa faixa etária, com elevado risco para câncer de mama (histórico familiar ou histórico pessoal de câncer de mama), são necessários acompanhamento e avaliação individualizados.

Vale destacar que a solicitação da mamografia deve ser realizada pelo profissional da unidade, durante a consulta ou em estratégias de busca ativa de mulheres, como visita domiciliar. Daiana Souza falou que, durante as consultas, o profissional deve realizar o exame clínico das mamas para detectar lesões palpáveis. Além de solicitar o exame, cabe ao profissional dar orientações sobre a forma como o exame é feito, bem como a sua importância para fortalecer a adesão da usuária à sua realização.

Segundo o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), o autoexame das mamas ajuda a conhecer o próprio corpo, mas não substitui o exame clínico das mamas. Daiana Souza disse, ainda, que a mulher deve ser estimulada a conhecer o que é normal em suas mamas e a perceber alterações suspeitas de câncer, por meio da observação e palpação ocasionais de suas mamas, em situações do cotidiano, sem periodicidade e técnica padronizadas como acontecia com o método de autoexame.

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