BEM BRASIL
BEM BRASIL
UDIKAR
UDIKAR
Postado em: 01/06/2021 - 08:32 Última atualização: 01/06/2021
...

SANTA CASA, UPA, FUNERÁRIA E CEMITÉRIO

Foi o aviso dado pelo prefeito Robson Magela na última coletiva, citando o que vai ficar aberto em Araxá depois do próximo decreto se a população continuar a desobedecer às regras impostas nas medidas de combate ao coronavírus.  Foram palavras poucas e duras, mas necessárias, que traduzem o limite da paciência ao qual chegamos depois das advertências diárias sobre os cuidados exigidos no combate à pandemia.

Realmente, não se tem mais como alertar a grande parte da população de Araxá que, em atitudes de pouco caso e de irresponsabilidade, realiza festas clandestinas, reuniões familiares com muitas pessoas, programações e excursões como se tudo já tivesse voltado ao normal. O espanto de quem acompanha os fatos permite perguntar: o que essa gente pensa sobre a Covid-19 depois de tanta informação que lhes é passada todos os dias? Ou não entendem ou não acreditam, ou lhes falta sensibilidade ao receber a notícia da contaminação de amigos, parentes, conhecidos e das mortes que acontecem.

As medidas detalhadas no último decreto do executivo obrigam a população a limitações que, se seguidas como foi determinado, poderão permitir alguma diminuição nos números de contágio no município. E foram até mínimas em alguns aspectos: faltou, por exemplo, alcançar com restrições o serviço de transporte coletivo; faltou ainda estabelecer as barreiras sanitárias que poderiam impedir a entrada em Araxá de pessoas contaminadas, de passagem ou para ficar; faltou anular o decreto que permite as aulas de escolas municipais para julho, já que foi anulado o referente à escola particular.

Enfim, o grande problema agora vai ser fiscalizar com firmeza as inúmeras ações que ocorrerão fora do permitido. O vice-prefeito Mauro definiu que vai competir às polícias Civil, Militar e Rodoviária, à Guarda Patrimonial e à ASTRAN, juntas, a fiscalização da população. Só aí podemos imaginar duas centenas de fiscais que deverão sair às ruas, aos ranchos de final de semana, às aglomerações e onde mais for preciso para inibir a desobediência.

A fiscalização competente - ao lado da vacinação rápida - é o recurso derradeiro com que podemos contar em Araxá na prevenção do vírus. Portanto não será possível tolerar que fiscais sejam coagidos e que sua função sofra a interferência de pessoas não atuantes nas áreas da saúde pública. -

Mais colunas de Regina Porfírio

Ver todas