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Postado em: 10/06/2022 - 08:17 Última atualização: 11/06/2022 - 12:20
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OS AVENTUREIROS E OS ESPERTOS

Em toda eleição para deputado é a mesma coisa: uma dúzia de nomes se apresentam como candidatos a estadual ou federal, sem consultar a preferência do eleitor e sem a menor chance de se eleger.  Agora, para a próxima eleição de outubro, a corrida atrás do voto vai ser pior: a demanda pelas candidaturas está aumentando em razão das bilionárias verbas do fundo eleitoral. Em todo o país serão repartidos às legendas partidárias quase R$ 5 bilhões de reais para custear as campanhas de presidente, governadores, senadores e deputados federais e estaduais.

Em Araxá, o aumento de candidatos vai dividir os votos, o que poderá impedir a eleição de pelo menos um nome para o Congresso Nacional e outro para a Assembleia mineira. Isso porque tudo indica que a necessária união municipal das forças políticas não vai ocorrer. Dos pretendentes a postos, cada um se acha com chances, até mesmo os que já passaram por duas ou três tentativas em eleições passadas, sem êxito devido à falta de votos.

Está ocorrendo aqui um fato maquiado como estratégia eleitoral,  que o eleitor poderá não perceber, e que vai interferir  na próxima eleição municipal: nomes que poderiam se resguardar para disputar a eleição de prefeito  em 2024 - e já lembrados com agrado em algumas áreas - estão sendo  seduzidos a embarcar na aventura de uma candidatura a deputado. Não que lhes seja impedida a disputa, mas é preciso definir as reais intenções dos espertos que acenam com as propostas eleitorais: na verdade, essa é uma estratégia de limpar terreno. Alguém vai se beneficiar com o afastamento ou a "queima" de um possível concorrente para 2024.

Em meio a essa embrulhada cheia de más intenções que precede a escolha dos candidatos pelos partidos, resta ao eleitor um modo simples e certeiro para definir o voto: apurar o conhecimento que cada candidato tem dos problemas do município, nas áreas do estado e federal.  Apurar se o escolhido tem noção dos caminhos a percorrer em Brasília e Belo Horizonte para dar solução a esses problemas, e se está preparado para tal. Apurar se, na trajetória das atividades políticas e (ou) profissionais exercidas junto à comunidade da qual agora pede o voto, o escolhido mostrou empatia e preocupação mais com o bem comum do que com seus interesses particulares.

Isso tudo apurado, o eleitor terá facilitada a escolha dos representantes de Araxá no Congresso Nacional e na Assembleia, sem a interferência dos aventureiros e dos espertos. 

 

 

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