BEM BRASIL
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Postado em: 30/04/2026 - 08:11 Última atualização: 30/04/2026
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Bem-vindo seja Maio, do Trabalho, das Mães e da Liberdade

por Rogério Farah

Maio chega como um mês que carrega significados profundos, quase como se fosse um convite à reflexão. Entre homenagens, memórias e conquistas, ele nos lembra que a vida em sociedade é construída por mãos que trabalham, por corações que cuidam e por lutas que libertam. Não é apenas um período de celebração, mas de conscientização.

O Dia do Trabalho nos faz olhar para aquilo que sustenta o mundo: o esforço humano. Cada jornada, cada tarefa, cada profissão carrega dignidade quando há respeito, direitos e reconhecimento. Trabalhar não deve ser sinônimo de exaustão ou exploração, mas de participação justa na construção de uma sociedade mais equilibrada. Valorizar o trabalho é, antes de tudo, reconhecer a importância de quem trabalha. Sempre utilizando a necessária consideração, inclusive com quem trabalha dentro das nossas próprias casas.

Poucos dias depois, o calendário nos conduz ao Dia das Mães, uma data que transcende presentes e gestos simbólicos. Até porque o “estar presente” de um filho, vale muito mais que qualquer presente. É o momento de reconhecer aquelas que, muitas vezes em silêncio, sustentam vidas com cuidado, firmeza e amor. As mães são presença constante, mesmo quando invisíveis aos olhos apressados. Elas representam origem, abrigo e também resistência, muitas vezes conciliando o peso do trabalho, rotineiramente em árduas duplas jornadas, com a leveza do afeto.

E então, logo em seguida, maio também nos leva à memória da abolição da escravidão, um marco histórico que não deve ser visto apenas como passado, mas como alerta permanente. A liberdade conquistada não pode ser esquecida, nem tratada como completa enquanto ainda existirem formas de exploração, preconceito e desigualdade. A abolição foi um passo, mas a caminhada pela dignidade continua.

Quando reunimos esses três momentos, percebemos um elo comum: a luta pela valorização da vida humana. O trabalho digno, o amor materno e a liberdade são pilares que sustentam qualquer sociedade que se pretenda justa. Não há verdadeira homenagem ao trabalho sem direitos, nem celebração às mães sem respeito, nem memória da abolição sem compromisso com a igualdade.

Repudiar toda forma de servidão — seja ela explícita ou disfarçada — é um dever coletivo. Isso inclui combater não apenas as injustiças históricas, mas também aquelas que ainda se manifestam no presente, em relações desiguais, em preconceitos persistentes e na negação de oportunidades. A liberdade precisa ser vivida no cotidiano, não apenas lembrada em datas.

Maio, portanto, não é apenas um mês de celebrações. É um espelho que nos convida a olhar para quem somos e para o que ainda precisamos transformar. Que ele nos inspire a construir um mundo onde o trabalho seja digno, o amor seja reconhecido e a liberdade seja plena — não como exceção, mas como regra.

 

 

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