Segundo advogado, a instituição depende de busca de recursos através da alienação de patrimônios para que os trabalhadores não fiquem no prejuízo
Na terça-feira (15) em Ofício encaminhado para o Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de Araxá e Tapira (Sintha), o Hospital Casa do Caminho, em Araxá, confirmou a dispensa de todo o quadro de trabalhadores. A previsão é que o encerramento das atividades seja realizado em dezembro, prazo em que o contrato com o município se encerra.
Em entrevista ao Portal Imbiara, o advogado, Carlos Orlandi, que está representando a Casa do Caminho nas tratativas com o Sindicato para execução dos processos de rescisão, falou sobre a reunião que aconteceu entre as partes e sobre a proposta do Hospital.
“Essas negociações tiveram início agora, com uma reunião feita com os representantes do sindicato e esses representantes do sindicato levarão à Assembleia dos Trabalhadores a proposta que foi feita, porque a Casa do Caminho vai encerrar as atividades relacionadas ao atendimento na área médica. O contrato encerra dia 30, e não há interesse da Casa do Caminho em renovar”, afirmou o advogado.
“A intenção não é causar nenhum prejuízo” disse o advogado que afirmou que a instituição não possui os valores para pagar a totalização das rescisões de uma vez só. Será pedido um parcelamento e o aviso prévio os colaboradores vão cumprir até o dia 31 de dezembro, o restante do pagamento será indenizado e o salário de dezembro será providenciado o pagamento no mês de janeiro.
Nessa reunião com o Sindicato foi repassado que a grande maioria dos colaboradores serão despedidos. “Como é um número grande de trabalhadores e existem algumas dificuldades com a Casa do Caminho, então está sendo dado início à tabulação de um acordo que será apresentado aos trabalhadores e depois os trabalhadores levarão, talvez uma contraproposta para a Casa do Caminho para ser o menor impacto possível, porque uma demissão já é um transtorno, ainda mais que são muitos trabalhadores, são mais de 150 trabalhadores que terão contratos rescindidos” pontuou Orlandi.
“As verbas rescisórias de um trabalhador, ela é insignificante, mas desse número de trabalhadores ela alcança uma alta cifra, que não tem como, porque também vai parar de gerar as receitas. Ela depende de uma busca de receita, talvez aí na alienação de patrimônio da Casa do Caminho, para que os trabalhadores não fiquem no prejuízo”
Será liberado o fundo de garantia que está depositado, as folhas para o recebimento do seguro-desemprego, a multa dos 40% sobre o FGTS também será incluso nesse pedido de parcelamento.
Segundo o representante do hospital os serviços encerrados serão apenas o da área médica, toda a estrutura e a prestação de serviço que o Tadeu possui para os atendimentos espirituais serão mantidos.
Todos os equipamentos que o hospital possui vão permanecer na instituição porque muitos deles foram doados pelo SUS, então não podem sofrer nenhuma destinação que não seja feita pelo SUS,
“Então eles ficariam à disposição do SUS, se o município quiser fazer a utilização lá, ele pode estar tabulando uma composição com a Casa do Caminho para a utilização desses equipamentos, e para a conservação deles será mantido alguns trabalhadores, para que os equipamentos não se deteriorem com o tempo”, complementou Carlos.
Sobre os imóveis que a Casa do Caminho possui, o advogado ressalta que foi feito foi uma alienação de um imóvel que está em fase de encerramento para efetuar o pagamento da segunda parcela do décimo terceiro que vem esse dia 20 agora.
“Isso está sendo feito todos os esforços, foi um patrimônio já vendido e depende agora da burocracia, de transmissão, de escritura e tudo. Após as rescisões, sim, vai ser lançado no mercado, digamos assim, e se conseguir uma venda deles, inclusive esse prazo de rescisão pode ser encurtado porque com essa entrada de dinheiro poderia estar antecipando os pagamentos para os trabalhadores”, concluiu o advogado.
Ainda segundo as informações o sindicato se mostrou receptivo e disse que vai levar em Assembleia com os trabalhadores, caso o acordo não se concretizar pode gerar um processo judicial, que pode levar um tempo maior, e às vezes um desfecho inesperado, então a proposição agora é caminhar para uma negociação amigável.
O Sindicato divulgou nesta quarta-feira (14) o convite para os colaboradores do Hospital, da Assembleia Geral que acontece no dia 21 de dezembro às 18h na sede do Sindicato.
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Ouça a entrevista completa com o advogado Carlos Orlandi: