Mandato foi prorrogado até o final deste ano, devido as dificuldades do hospital em conseguir um novo provedor para compor a Mesa Administrativa
Fonte: Santa Casa
Diante da dificuldade em conseguir candidato a Provedor da Santa Casa, a Mesa Administrativa do hospital fez a nova prorrogação do atual mandato até o final deste ano. A proposta foi realizada pelo Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde - CAO Saúde, órgão do Ministério Público de Minas Gerais, e será levada para ratificação dos Associados em Assembleia Geral Extraordinária – AGE, marcada para 17 de junho.
O Provedor Antônio Ribeiro da Silva, que há cerca quatro anos está à frente da Santa Casa, impossibilitado de cumprir mais um período de prorrogação, será substituído pelo atual Tesoureiro, Sebastião dos Reis Felizardo.
Segundo estudos realizados por técnicos da Federassantas, a pedido do Ministério Público, a Santa Casa possui um déficit gerencial da ordem de R$ 360 mil por mês. O principal motivo é a defasagem de muitos anos da tabela SUS que remunera os serviços em apenas 60%. O assunto está em pauta para ser discutido com a Secretaria Municipal de Saúde, que é o agente da Gestão Plena do SUS em Araxá e principal contratador do serviços médico-hospitalares da Santa Casa.
O Estudo da Federassantas dá indicativos de outros incrementos financeiros que podem ser obtidos do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde mediante a implantação de alguns programas. Uma equipe da Santa Casa está em entendimento com a Secretaria de Saúde de Araxá para ver a viabilidade. Inclui inclusive a participação da Casa do Caminho, que também faz atendimentos pelo SUS e igualmente registra déficits mensais em sua contabilidade hospitalar.
A dívida acumulada da Santa Casa durante anos soma atualmente R$ 12 milhões e só não é maior devido às verbas extraordinárias obtidas de emendas parlamentares e de doações da comunidade. A Mesa Provedora espera, nesta nova fase de trabalho, com os parâmetros trazidos pelo estudo de custo e custeio da Federassantas e com o empenho do Ministério Público, conseguir o equilíbrio financeiro entre a receita e despesa do atendimento SUS para poder fazer um planejamento de quitação das dívidas.