Certas marcas de café de 500g chegam até R$ 30
A alta nos preços da carne e do café segue impactando os consumidores neste início de ano. Enquanto a carne registra aumentos típicos do final do ano devido à alta demanda nas festas, o café enfrenta elevações significativas, sem previsão de queda no curto prazo, segundo análises do mercado mineiro.
Segundo Thiago Antunes, gerente de um supermercado em Araxá, problemas climáticos de 2024 estão diretamente ligados à alta nos preços: "Tivemos uma seca muito grande no ano passado. Quando o café começou a florar, houve uma chuva intensa, o que prejudicou a colheita e refletiu nos preços deste ano. Infelizmente, não há previsão de baixa."
Atualmente, o café pode ser encontrado por até R$ 33 a quantidade de 500g, enquanto pacotes menores, de 250 gramas, chegam a custar R$ 15.



Thiago Antunes, gerente de um supermercado em Araxá. Foto: Alex Xexéu
Sobre a carne, Thiago explicou que a alta procura no fim de ano pressionou os preços, mas destacou outras opções para os consumidores: "A carne bovina está cara, mas o frango mantém os preços estáveis e não tem previsão de alta. Já a carne suína teve uma leve queda no final do ano, sendo uma boa alternativa."
Thiago também comentou sobre o efeito das chuvas no preço de hortaliças e tubérculos, que podem variar diariamente: "Folhagens e tubérculos são muito sensíveis ao clima. Se as condições melhoram, o preço cai, mas com chuva constante, a oferta diminui e os preços sobem."
Embora não exista substituto direto para o café, carnes de frango e suína têm se mostrado alternativas mais acessíveis para equilibrar o orçamento diante dos altos preços da carne bovina.
Com o aumento no custo dos produtos básicos, os consumidores precisam buscar estratégias para se adaptarem ao cenário atual.