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Postado em: 07/01/2025 - 17:55 Última atualização: 07/01/2025
Por: Manu Chagas - Portal Imbiara

Primeiro monitoramento do Aedes aegypti por drones localiza 280 criadouros em Araxá

​​​​​​​Tecnologia é aliada das equipes de combate à dengue e outras arboviroses na cidade

A ação é parte de um esforço contínuo de prevenção à saúde pública na cidade. Foto: Ascom Prefeitura de Araxá

O primeiro monitoramento por drones realizado na região central de Araxá, entre os dias 4 e 5 de novembro de 2024, identificou 280 pontos potenciais de criadouros do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya. A ação abrangeu uma área total de 166,50 hectares e é parte de um esforço contínuo de prevenção à saúde pública na cidade.

De acordo com os dados obtidos, a maior parte dos focos encontrados (57,9%) está relacionada a piscinas e fontes, seguidos por 15% de pontos com descarte inadequado de lixo, como plásticos, latas, sucatas e entulhos. Outros criadouros foram identificados em barris e tambores (11,8%), pneus (5%), caixas d'água elevadas (4,6%), lajes com acúmulo de água (4,6%), poços (0,7%) e máquinas e equipamentos em pátios (0,4%).

O mapeamento realizado pelos drones possibilitou a identificação precisa dos focos, que posteriormente foram monitorados pelos agentes de combate às endemias (ACE), que realizam visitas domiciliares para a remoção, eliminação, cobertura ou tratamento dos focos. A coordenadora da Vigilância em Saúde, Leninha Severo, ressaltou a importância da tecnologia para otimizar o trabalho das equipes de campo, apesar da resistência de parte da população em permitir a visita dos agentes.

"O uso de drones permite um alcance maior e mais preciso, especialmente em áreas de difícil acesso. Com a estratégia, conseguimos agir com mais agilidade e assertividade. Estamos em período sazonal, com condições climáticas favoráveis para a disseminação mais rápida do vetor. Por isso, precisamos manter os cuidados para prevenir estes focos", explicou Leninha.

O levantamento realizado faz parte de um projeto que será executado em cinco etapas. O relatório final da primeira fase do monitoramento já foi enviado à Superintendência Regional de Saúde de Uberaba (SRS), e a equipe da Vigilância Ambiental aguarda o retorno para dar início à fase de tratamento e expansão do monitoramento para novas áreas da cidade.

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