Projeto idealizado por Ton Lima ganha destaque e novas parcerias para valorizar a cultura local e resgatar a identidade da cidade
Nesta segunda-feira (20), compareceu ao estúdio da Rádio Imbiara, Ton Lima, desenhista, caricaturista, arte educador, grafiteiro, tatuador e professor de artes, ao lado de Alexandre José de Paula, assessor de esporte especializado. Ambos participaram de uma entrevista para discutir o projeto MemoMural, que tem transformado a paisagem urbana de Araxá e promovido reflexões sobre a história e a identidade local.
Segundo Ton Lima, o MemoMural nasceu com o objetivo de contar histórias por meio da arte. Já foram retratados ícones como Calmon Barreto e o naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire, figuras que desempenharam papéis essenciais no registro histórico e cultural de Araxá. Os murais têm se consolidado como verdadeiros memoriais a céu aberto, promovendo a conexão entre a comunidade e suas raízes. "Esse projeto tem a intenção de trazer essa possibilidade de reflexão sobre a construção da cidade a partir das pessoas", destacou Ton.
A parceria com instituições locais, como a Academia Araxaense de Letras, foi essencial para a concretização do projeto. Um dos painéis, localizado na Praça da Juventude, ilustra a sinergia entre arte e memória coletiva. "Fazemos isso com parcerias que não apenas financiam, mas que se tornam co-realizadores desse processo. Nós somos feitos de pessoas", enfatizou Ton.
A preservação e expansão do projeto
Durante a entrevista, Alexandre ressaltou a importância de envolver o poder público e a sociedade civil na valorização da arte urbana. Ele destacou que o Ginásio Poliesportivo Márcio Vieira Borges, no bairro Santo Antônio, foi o primeiro local a receber um mural, em 2022. "É um espaço com grande visibilidade, e o trabalho ali foi respeitado. Não houve pichação, o que demonstra o impacto positivo do projeto", afirmou.

As próximas etapas prometem levar ainda mais cores e histórias para os espaços públicos. Foto: Caio César
Para o futuro, Alexandre revelou planos de expansão do MemoMural, incluindo novos murais nos ginásios da cidade e outras áreas públicas. "Estamos em negociação para captar recursos e trazer novidades. Eu já tenho várias ideias de espaços que podem ser transformados para contribuir ainda mais com a cultura local", disse, mantendo algumas surpresas em sigilo.
Arte como ferramenta de transformação
Além de valorizar a história, o MemoMural busca humanizar processos e inspirar mudanças sociais. "Estamos em tempos de muitas tecnologias, mas não podemos esquecer que a subjetividade humana é o mapa para essas inovações. Projetos como este ajudam a resgatar a alma da cidade", destacou Ton.
A iniciativa também incentiva a preservação do patrimônio e a conscientização sobre o impacto da degradação ambiental. "Memorizar é isso: dar oportunidade às pessoas de recontarem histórias e se lembrarem do que é essencial. A arte cumpre muitos papéis e, nesse caso, nos coloca como agentes de transformação", concluiu.
Com o engajamento de artistas, gestores públicos e a comunidade, o MemoMural se consolida como uma iniciativa que une passado, presente e futuro em Araxá. As próximas etapas prometem levar ainda mais cores e histórias para os espaços públicos, tornando a cidade um verdadeiro museu a céu aberto.
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