Administrador do aeroporto analisa mudanças no setor aéreo e redução de voos na cidade
A fusão entre a Azul e a Abra, maior investidora da Gol e da colombiana Avianca, deve transformar o mercado da aviação no Brasil, criando uma companhia responsável por cerca de 60% dos voos domésticos. A mudança preocupa cidades do interior, como Araxá, que podem sofrer com ajustes na malha aérea.
O administrador do Aeroporto Municipal Romeu Zema, Fabiano Cota, avalia o cenário com cautela. “Quando há menos concorrência, o impacto para cidades menores é inevitável. As empresas aéreas priorizam onde há maior rentabilidade, geralmente nas capitais e grandes centros”, explica.

Fabiano Cota, administrador do Aeroporto Municipal Romeu Zema. Foto: Caio César
Apesar do cenário desafiador, Araxá conseguiu manter sua rota comercial, ainda que com redução de frequência. A partir de 10 de março, os voos para Belo Horizonte passarão de sete para cinco por semana. Já a conexão para São Paulo foi encerrada, uma vez que o contrato entre o Grande Hotel e a Azul não foi renovado.
Segundo Cota, a expectativa é que a cidade continue na malha aérea, mas ajustes podem ocorrer. “A aviação depende de fatores econômicos, como o câmbio e o custo operacional. Vamos monitorar as movimentações do setor e trabalhar para manter os voos”, afirma.
Com a fusão ainda em fase de formalização, o futuro do transporte aéreo regional segue indefinido. Enquanto isso, passageiros e empresários que utilizam o aeroporto de Araxá aguardam por mais clareza sobre os impactos da mudança.