Vários são os problemas desencadeados pelas pessoas que vivem em vulnerabilidade social
Mendicância, uso de drogas, agressões, prostituição e situação de vulnerabilidade são alguns dos problemas recorrentes no entorno do Terminal Rodoviário Engenheiro Manoel Elias de Aguiar, que também se encontra em más condições e já foi registrado em diversas reportagens do Grupo Imbiara de Comunicação.
Pelas redes sociais, uma moradora da cidade de Araxá fez a seguinte postagem: "Alô, Sr. Prefeito, vereadores, forças de segurança de Araxá. Venho aqui denunciar e mostrar um verdadeiro descaso com o cidadão araxaense, pagador de impostos! Será que ninguém está vendo isso? A rodoviária de Araxá está semelhante à Cracolândia. Apelo a todos que nos ajudem, pois ontem fui até lá deixar minha filha e fiquei com medo de ser reprimida por uma situação indesejada".
Durante o programa Imbiara Notícias, na manhã desta terça-feira (11), um ouvinte relatou a quantidade de pessoas em situação de rua nas proximidades da rodoviária: "Pelo menos umas 20 pessoas nessa situação".
Durante a reunião da Câmara de Vereadores, também nesta terça-feira (11), o vereador João Paulo da Filomena (Cidadania) expressou sua preocupação com as pessoas em situação de rua em Araxá: "A Ação Social já realiza o trabalho de abordagem social duas vezes por semana, mas esse trabalho deve ser ainda mais intenso, com acolhimento das pessoas em situação de rua, com banho quente e alimentação", disse.
Recentemente, a Prefeitura de Araxá divulgou a intensificação do trabalho de abordagem social: "A Prefeitura de Araxá, com apoio da Polícia Militar e da Guarda Patrimonial, intensificou o trabalho de acolhimento a pessoas em situação de rua, realizando abordagens próximas à rodoviária e acolhendo 11 indivíduos. O Centro POP oferece serviços como alimentação, banho e apoio psicológico. O acolhimento provisório ocorre na Avenida Amazonas, com capacidade para 60 pessoas. O serviço também auxilia no retorno para as cidades de origem e em atendimentos médicos. A população pode colaborar pelo telefone (34) 3661-2250".
Em entrevista à Rádio Imbiara, a secretária de Ação Social, Lílian Pereira, também reiterou as abordagens realizadas em Araxá e lamentou que muitas pessoas não aceitem ficar na Casa de Acolhimento. "Infelizmente, muitos não aceitam o tratamento nem o apoio que tentamos oferecer. Muitos, inclusive, não permanecem no local pelo tempo que permitimos, pois há regras estabelecidas. Lá, não permitimos o uso de bebidas alcoólicas. Existe um regimento interno com normas a serem seguidas. Além disso, temos um plano de trabalho em parceria com a Organização da Sociedade Civil. Fornecemos passagens para um raio de 500 quilômetros. Também há regras quanto ao período de uso. Eles podem solicitar uma passagem, mas só podem recorrer novamente ao benefício após um ano, para evitar que se aproveitem dele indevidamente e não criem uma moradia ou segurança", disse Lílian.