No passado, empresas receberam terrenos da Codemig e agora precisam estar regularizadas para atuar no local, que atualmente é de responsabilidade do município
O Distrito Industrial de Araxá está passando por um processo de reestruturação importante, com o objetivo de regularizar as áreas, oferecer mais segurança jurídica para as empresas e facilitar o pagamento das contrapartidas pelas áreas adquiridas. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Ítalo Borges, detalhou em entrevista à Rádio Imbiara o andamento do processo, a criação de novas leis e a expectativa de atrair mais investimentos para a cidade.
No passado, empresas receberam terrenos da Codemig e agora precisam estar regularizadas para atuar no local, que atualmente é de responsabilidade do município.
A administração municipal, após a criação do Fundo de Desenvolvimento Econômico, tem se dedicado a regularizar a situação das empresas do Distrito Industrial. A Lei 7.143, que rege a concessão de áreas dentro do distrito, foi fundamental para garantir que as empresas que receberam terrenos pudessem efetuar o pagamento das contrapartidas devidas ao município. De acordo com Ítalo, a burocracia foi concluída no início de 2025, permitindo que as empresas que já finalizaram seus projetos possam começar a efetuar o pagamento de suas contrapartidas.
Até o momento, sete empresas já concluíram os projetos e estão prontas para pagar a contrapartida pela área que ocuparam. Esses pagamentos são destinados ao Fundo de Desenvolvimento Econômico, que será utilizado para fomentar outros projetos de desenvolvimento na cidade, como novas iniciativas de incentivo à economia local.
Atualmente, o Distrito Industrial de Araxá conta com cerca de 47 empresas instaladas, sendo que aproximadamente 50% delas já têm suas áreas regularizadas e pagaram suas contrapartidas. Essas empresas, que receberam terrenos da Codemig no passado, realizaram os investimentos necessários e agora estão com seus projetos concluídos. No entanto, ainda existem empresas que não cumpriram com a contrapartida devida, o que pode levar à reversão dessas áreas para o município.
O município possui 220 lotes no distrito, mas a maior parte está ocupada. Embora existam algumas áreas disponíveis, o número de lotes desocupados é pequeno, e o município está avaliando a melhor forma de destiná-los. A venda das áreas será feita de acordo com a Lei 7.143, por meio de licitação ou leilão, conforme o estudo em andamento.