Vigilância Ambiental promove ação para identificar focos do mosquito Aedes aegypti e prevenir novos casos de dengue
A cidade de Araxá está intensificando os esforços no combate à dengue com o uso de tecnologia de ponta. O monitoramento por drones, iniciado recentemente, visa identificar focos do mosquito Aedes aegypti em diversas áreas da cidade. A ação, que conta com a participação de técnicos especializados, é coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde, com apoio do Estado.
A principal responsável técnica pela ação, Ana Paula Ferreira, referência em vigilância ambiental, explicou que o monitoramento está sendo realizado em regiões como Padre Alaor, Santo Antônio, Vila Estância, Santa Terezinha, São Vicente e Vila Silvéria. “O objetivo inicial é capturar imagens aéreas e analisar possíveis focos de criação do mosquito, para, a partir disso, direcionar o trabalho dos agentes de endemias. Esse monitoramento é essencial para que possamos eliminar os depósitos manualmente, como pneus e recipientes, locais ideais para a proliferação do mosquito”, afirmou Ana Paula.
O trabalho começou com o mapeamento de áreas mais afetadas pela doença nos últimos 12 meses, especialmente o bairro Santo Antônio, onde, no ano passado, houve o registro de um óbito relacionado à dengue. “Além disso, o levantamento do Lira (Índice de Infestação por Aedes aegypti) de janeiro identificou quatro pontos positivos para o mosquito na cidade”, completou Ana Paula.

Ana Paula Ferreira, referência em Vigilância Ambiental. Foto: Caio César
Este monitoramento ocorrerá ao longo de cinco ciclos durante o ano. O primeiro foi realizado na área central, e o segundo está sendo desenvolvido agora. Os ciclos seguintes estão programados para os meses seguintes. “Esse trabalho é feito com base em uma resolução do Estado e conta com recursos específicos para isso, permitindo que a cidade siga os protocolos e identifique as áreas mais impactadas pela doença”, explicou.
Os números de dengue na cidade estão em ascensão. Até o momento, Araxá registrou 1.098 notificações e 201 casos confirmados da doença. Felizmente, não houve nenhum óbito este ano. No entanto, as autoridades de saúde alertam para a importância do combate contínuo ao mosquito.


Operador de drones Rafael Guimarães. Foto: Caio César
O operador de drones Rafael Guimarães, que está diretamente envolvido na operação, detalhou o funcionamento do monitoramento. Segundo ele, o drone realiza um aerolevantamento das áreas afetadas, produzindo imagens aéreas que são analisadas em escritório. A partir dessas imagens, é gerado um mapa detalhado que localiza com precisão os focos de dengue, como depósitos de água, pneus e lixo acumulado.
“Com o mapeamento pronto, geramos um relatório para a prefeitura, onde cada ponto é numerado e descrito, incluindo imagens e uma descrição do tipo de foco encontrado. Essa abordagem facilita a atuação da equipe de endemias, permitindo uma resposta rápida e eficaz”, explicou Rafael.