O estudo 'Credibilidade das Mídias' aponta o rádio e o jornalismo profissional como as fontes mais confiáveis
Segundo o levantamento "Credibilidade das Mídias", realizado pela Ponto Map em parceria com a V-Tracker e divulgado pelo Valor Econômico em 28 de março de 2025, o rádio e o jornalismo profissional são vistos como as fontes de informação mais confiáveis pelos brasileiros. Contudo, as redes sociais continuam sendo o principal canal de acesso à informação.
A pesquisa evidenciou que as mídias mais utilizadas nem sempre são as mais confiáveis. O rádio ocupa a primeira posição no ranking de confiança, com 81%, seguido pela TV paga (75%), TV aberta (69%) e mídia impressa (68%).
Em relação à frequência de acesso, as redes sociais se destacam com 74%, seguidas pelos aplicativos de mensagens como WhatsApp e Telegram, com 73%. No entanto, a confiança nessas plataformas é significativamente menor, com 41% e 51%, respectivamente.
O estudo também identificou os principais fatores que influenciam a confiança do público em um meio de comunicação: o uso de fontes confiáveis (51%), clareza na apresentação dos dados (35%), qualidade do conteúdo (32%), profissionalismo dos jornalistas (31%) e a reputação do veículo (21%).
Por outro lado, os fatores que geram desconfiança incluem a falta de fontes (44%), títulos sensacionalistas (36%), conteúdo opinativo disfarçado de notícia (34%) e viés político (31%).
No que diz respeito aos aplicativos de mensagens, a pesquisadora aponta que esses não enfrentam a mesma falta de confiança das redes sociais. A credibilidade desses aplicativos é atribuída ao fato de que as mensagens geralmente vêm de pessoas conhecidas, embora isso não assegure a veracidade das informações.
A pesquisa também indicou que 47% da população confia na informação com base no veículo que a publica, enquanto 25% acreditam na maioria das notícias, independentemente da origem. Em contrapartida, 10% consideram as notícias pouco confiáveis, independentemente da fonte, e 5% não confiam em nenhuma informação.
A geração Z, com idades entre 18 e 24 anos, demonstra preferência por mídias tradicionais e deposita maior confiança na imprensa. Para esse grupo, os principais fatores que influenciam a confiança são: fontes confiáveis (49%), qualidade do conteúdo (38%) e clareza dos dados (36%).
Já o público com mais de 50 anos tende a ser mais crítico em relação à qualidade da informação e confia mais na imprensa online, em aplicativos de mensagens e em sites governamentais. Os fatores que mais influenciam essa faixa etária são: fontes confiáveis (52%), profissionalismo dos apresentadores (37%) e clareza dos dados (35%).
A pesquisa também abordou os conteúdos pagos, que são considerados aceitáveis desde que sigam critérios como relevância, sobriedade, identificação clara do patrocínio e respeito à credibilidade do veículo.
O levantamento "Credibilidade das Mídias" entrevistou 2.051 pessoas em todo o Brasil, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e um nível de confiança de 95%. A amostra foi distribuída com base no Censo de 2022 do IBGE.