Secretários e demais servidores tiveram reajuste de 7%, professores de 10%
A Assembleia Geral dos servidores municipais de Araxá, realizada na última segunda-feira (31), definiu os rumos da negociação salarial com a Prefeitura. O encontro, promovido pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Araxá (Sinplalto), contou com grande participação da categoria.
O sindicato solicitou um reajuste de 14%, considerando a inflação dos anos de 2024 e 2025. A Prefeitura, por sua vez, propôs inicialmente 8,5% e um acréscimo de R$ 50 no vale-alimentação. Após diversas contrapropostas e negociações, o reajuste aprovado foi de 7%, com aumento de R$ 120 no vale-alimentação, que passa a ser de R$ 770. Para os profissionais da educação, o aumento foi de 10%, garantindo o cumprimento do piso salarial da categoria.
Outra conquista da negociação foi a mudança da data-base dos servidores de maio para janeiro, o que permitirá maior previsibilidade nas próximas tratativas salariais. O projeto de alteração da Lei Orgânica Municipal será encaminhado em breve à Câmara.
O presidente do Sinplalto, Hely Aires, destacou a importância das negociações e da participação dos servidores na decisão. "Mesmo que não tenhamos conseguido tudo que reivindicamos, foi uma vitória ter garantido o reajuste e a mudança da data-base. Isso nos dá um novo cenário para avançarmos nas próximas negociações", afirmou.
Além da questão salarial, os servidores manifestaram preocupações sobre benefícios e valorização da categoria. O sindicato reivindicou um reajuste de 4,61% para aqueles que recebem salário mínimo, mas a Prefeitura alegou que esses profissionais já tiveram aumento em janeiro. Também foram feitas demandas para a regularização do pagamento de gratificações para algumas categorias, como vigilantes patrimoniais e agentes de saúde.
Na Assembleia, os servidores aprovaram, por unanimidade, um pedido para a retirada do artigo 5º do Projeto de Lei 50/2025, que previa recomposição salarial para o prefeito pelos últimos quatro anos. Apesar da tentativa de alguns vereadores em modificar o texto, a proposta foi mantida no projeto aprovado na terça-feira (1º).
Outra decisão foi a suspensão da votação dos Projetos de Lei 49 e 50 até que a Prefeitura apresente uma proposta concreta de valorização dos servidores. A categoria também destacou a necessidade de resolver pendências como o pagamento do auxílio-fardamento e a equiparação salarial de profissionais da Unidade de Pronto Atendimento (UPA).