O resultado coloca a cidade como segunda maior exportadora de Minas Gerais no mês, conforme levantamento da Fundação João Pinheiro
O município de Araxá teve um desempenho expressivo nas exportações em março de 2025, alcançando US$ 251,3 milhões em vendas internacionais. O resultado coloca a cidade como segunda maior exportadora de Minas Gerais no mês, conforme levantamento da Fundação João Pinheiro, com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic).
O principal item da pauta araxaense foi o ferro-nióbio, produto da indústria siderúrgica que teve como principais compradores a Holanda e a China.
Além de Araxá, outros cinco municípios mineiros se destacaram no comércio exterior no mesmo período: Varginha, Guaxupé, Conceição do Mato Dentro, Nova Lima e Paracatu. Juntas, essas cidades movimentaram cerca de US$ 1,3 bilhão em exportações em março.
Balança comercial mineira em alta
Minas Gerais fechou o mês de março com um superávit comercial de US$ 2,4 bilhões. No acumulado do primeiro trimestre de 2025, o estado exportou US$ 9,9 bilhões e importou US$ 4,3 bilhões, totalizando um superávit de US$ 5,6 bilhões.
Houve crescimento nas exportações (+8,9%) e nas importações (+17,9%) em comparação com o mesmo período de 2024. Minas ocupa a segunda posição entre os estados brasileiros que mais exportam, com 13,1% de participação, atrás apenas de São Paulo (18,6%).
Principais produtos e destinos
Os principais itens da pauta de exportações mineira continuam sendo o café e o minério de ferro, que juntos representaram mais da metade do total exportado no trimestre: 28,9% com o café e 25,3% com o minério de ferro. Apesar disso, o minério teve queda de 31,9% no valor exportado em relação ao primeiro trimestre de 2024, enquanto o café teve alta expressiva de 76,7%.
Os principais destinos das exportações de Minas foram a China, com 30,7%, e os Estados Unidos, com 11,3% de participação.
Importações também cresceram
As importações mineiras cresceram 22% no trimestre, puxadas pela entrada de máquinas e equipamentos mecânicos (34,2%), veículos automotores (36,6%), produtos químicos orgânicos (58,1%) e produtos farmacêuticos (150,2%). A maior parte dos produtos veio da China (26,6%) e dos Estados Unidos (12,7%).