Especialista analisa efeitos do novo piso sobre Previdência, assistência social e dívida pública
O governo federal confirmou o valor do salário mínimo de 2026, que será de R$ 1.621,00. O reajuste de R$ 103,00 representa 7,58% em relação ao piso atual, de R$ 1.518,00. A informação foi comentada pelo economista Silvio Gonçalves durante o programa Conexão Imbiara, desta quinta-feira (11), na Rádio Imbiara 91,5 FM. A notícia também já é destaque no Portal Imbiara.
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Segundo Silvio, embora qualquer aumento sempre seja bem-vindo para os trabalhadores, o ajuste tem impactos significativos nas contas públicas, já que benefícios previdenciários e assistenciais são indexados ao salário mínimo. “É muito bom falar em aumento de salário, todo mundo acha positivo. Mas isso significa mais endividamento do setor público”, afirmou.
O analista lembrou que a política de valorização do mínimo segue a regra que considera a inflação (INPC) somada ao crescimento do PIB dos dois anos anteriores. No entanto, o arcabouço fiscal estabelece limites para que o reajuste não ultrapasse a margem permitida para manter o equilíbrio das contas federais.
Silvio reforçou que o país enfrenta atualmente uma dívida pública total de R$ 9,9 trilhões, que tende a aumentar em 2026. Para ele, a decisão do governo também tem relação com o cenário político e com as movimentações que precedem as eleições presidenciais. “O governo vai usar do seu poder de estar na situação e utilizar recursos para tentar a reeleição”, analisou.
O novo valor começa a vigorar em 1º de janeiro de 2026, caso seja mantido após a aprovação do Orçamento e a sanção presidencial.