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Postado em: 16/12/2025 - 15:53 Última atualização: 16/12/2025
Por: Alex Sander Xexéu - Portal Imbiara

Fundação Cultural Calmon Barreto encerra 2025 com avanços, apoio aos artistas e novos projetos para 2026

Presidente da Fundação Cultural Calmon Barreto destaca apoio aos artistas, fortalecimento dos museus, eventos culturais e expectativas para 2026

Madalena Aguiar, presindente da Fundação Cultural Calmon Barreto em Araxá fala sobre os avanços na Cultura. Foto: Alex Xexéu

Encerrando o ano de 2025, a presidente da Fundação Cultural Calmon Barreto, Madalena Aguiar, faz uma avaliação positiva das ações desenvolvidas à frente da instituição e aponta perspectivas de avanços para o próximo ano. Em entrevista ao Imbiara Notícias, ela destaca que, mesmo com apenas oito meses de gestão, foi possível colocar em prática projetos importantes e estruturar novos caminhos para o fortalecimento da cultura em Araxá.

Segundo Madalena, 2025 foi um ano produtivo, com conquistas significativas, mesmo diante de desafios. Ela afirma que a expectativa é resgatar, em 2026, projetos que não puderam ser executados neste ano, ampliando ainda mais o alcance das ações culturais no município.

Apoio aos artistas e captação de recursos

Um dos destaques da gestão foi a estruturação do setor de projetos da Fundação. De acordo com a presidente, muitos artistas e fazedores de cultura não tinham conhecimento técnico para participar de editais e acessar recursos públicos. Diante disso, a Fundação passou a contar com profissionais capacitados para orientar e apoiar a classe artística.

Com recursos remanescentes da Lei Aldir Blanc, foram distribuídas 20 premiações, superiores a R$ 13 mil cada, após a análise de 110 propostas enviadas. Para 2026, a expectativa é a chegada de cerca de R$ 900 mil em novos recursos federais. O plano de aplicação desse valor já foi definido a partir de escutas públicas com os artistas locais, garantindo que a distribuição atenda às demandas do setor cultural de Araxá.

Eventos e espaço cultural

Madalena Aguiar também ressalta que o pátio da Fundação Cultural Calmon Barreto se consolidou, em 2025, como palco de grandes eventos. Segundo ela, a proposta é manter o espaço em constante movimento, aberto a projetos e iniciativas que contribuam para a valorização da cultura e para a ocupação dos espaços públicos.

A presidente reforça que artistas e produtores culturais interessados podem procurar a Fundação para apresentar ideias e propostas, destacando que a parceria entre poder público e comunidade cultural é fundamental para o sucesso das ações.

Museus e preservação da história

Outro ponto destacado foi o funcionamento dos museus do município. O Museu Dona Beja segue como principal atrativo cultural e turístico de Araxá, com aumento no número de visitantes em relação ao ano anterior. Além dele, o Memorial de Araxá e o Museu Calmon Barreto mantêm visitação regular, inclusive com atividades educativas e visitas guiadas para estudantes.

Para o início de 2026, está prevista a reinauguração do Museu de Arte Sacra, ampliando ainda mais o circuito cultural da cidade.

Teatro Municipal e Escola de Música

Entre as novidades para 2026, Madalena anuncia o avanço no processo de reforma do Teatro Municipal. A obra será viabilizada por meio de emenda parlamentar do deputado Mário Heringer, com licitação já concluída. A expectativa é que o contrato seja firmado no início do próximo ano.

A presidente também destaca o papel da Escola Municipal de Música, que atualmente atende mais de 500 alunos, de diferentes idades, com aulas gratuitas. Além dos cursos livres, a escola oferece formação técnica em música, reconhecida pelo Ministério da Educação, permitindo que os alunos se tornem profissionais habilitados para atuar na área.

Expectativas para 2026

Para o próximo ano, Madalena Aguiar afirma que o foco será ampliar o acesso à cultura, descentralizando as ações e levando projetos para os bairros, alcançando públicos que ainda têm pouco contato com atividades culturais. Ela reforça que a Fundação Cultural Calmon Barreto segue de portas abertas e convida a população a participar das oficinas, eventos e editais.

“A cultura é feita por todos. Todo mundo pode e deve participar”, destaca.