BEM BRASIL
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Postado em: 18/12/2025 - 15:58 Última atualização: 18/12/2025
Por: Caio César/Carlos Nunes/Silvio Gonçalves - Portal Imbiara

Ano pré-eleitoral aumenta insegurança e adia investimentos, diz diretor do Grupo Zema

Para Ricardo Zema Neto, indefinições políticas e juros elevados impactam o ritmo da economia e o consumo

Ricardo Zema Neto nos estúdios da Rádio Imbiara 91,5 FM. Foto: Alex Sander Xexéu/Portal Imbiara

O ambiente econômico brasileiro deve permanecer instável em 2025, influenciado não apenas pela política monetária, mas também pelo calendário eleitoral. A avaliação é de Ricardo Zema Neto, diretor administrativo do Grupo Zema, feita durante entrevista ao programa Conexão Imbiara – Economia e Negócios, da Rádio Imbiara 91,5 FM.

Segundo o executivo, anos que antecedem eleições costumam aumentar a insegurança no mercado e levar investidores a adiarem decisões. “Muitos preferem esperar maior clareza sobre o cenário político antes de investir. Isso afeta diretamente o ritmo da economia”, afirmou.

De acordo com Ricardo, esse comportamento mais defensivo impacta o consumo e o varejo, setores altamente dependentes de crédito e da confiança do consumidor. “Quando há incerteza, o consumidor compra menos e as empresas ficam mais cautelosas para investir”, explicou.

Além do fator político, o diretor destacou que a manutenção da taxa Selic em 15% ao ano continua sendo um dos principais entraves para o crescimento do varejo brasileiro. O alto custo do crédito, segundo ele, pressiona as empresas, especialmente aquelas que dependem de financiamento para capital de giro.

“Grande parte das dívidas das empresas é indexada ao CDI. Quando a taxa sobe, o custo financeiro aumenta rapidamente e reduz a margem de lucro”, avaliou. Ele acrescentou que os juros elevados também afetam diretamente o comportamento do consumidor.

“Com parcelas mais caras, muitos clientes adiam compras ou optam por produtos de menor valor. O consumidor está mais cauteloso e tenta pagar à vista sempre que possível”, disse.

Apesar do cenário desafiador, Ricardo Zema Neto ressaltou que o Grupo Zema mantém uma estrutura financeira sólida, com baixo nível de endividamento. Ainda assim, reconheceu que o atual ambiente macroeconômico exige cautela, ajustes constantes na gestão e planejamento rigoroso.

“Não dá para ser pessimista, mas é preciso ser realista, eficiente e bem preparado para atravessar períodos de maior instabilidade”, concluiu.