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Postado em: 22/01/2026 - 10:48 Última atualização: 22/01/2026
Por: Manoelita Chagas/Caio César - Portal Imbiara

Janeiro Roxo alerta para sinais da hanseníase e reforça tratamento gratuito em Araxá

Campanha chama atenção para diagnóstico precoce da doença, que tem cura e acompanhamento pelo SUS no município

Dados da Vigilância Epidemiológica de Araxá mostram que, em 2024, foram registrados quatro casos de hanseníase no município. Foto: Caio César

Durante o mês de janeiro, a campanha Janeiro Roxo mobiliza profissionais de saúde e a população para o combate à hanseníase, uma doença infecciosa que ainda exige atenção e informação. Em Araxá, a Secretaria Municipal de Saúde reforça que o diagnóstico precoce é fundamental para interromper a transmissão, evitar complicações e garantir a cura, que é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A médica da Estratégia de Saúde da Família (ESF), Tayanna Lemos, explica que a hanseníase é causada por uma bactéria e não se transmite de forma rápida ou imediata. Diferente de doenças respiratórias comuns, o contágio geralmente acontece após contato direto, próximo e prolongado com uma pessoa infectada que ainda não iniciou o tratamento. Por isso, o preconceito que historicamente envolve a doença não se justifica. Com acompanhamento médico adequado, o paciente deixa de transmitir a bactéria.

Os primeiros sinais merecem atenção especial. O principal alerta são manchas na pele que não coçam, não doem, permanecem por mais de 15 dias e apresentam perda de sensibilidade ao toque, ao calor ou ao frio. Esses sinais iniciais são decisivos para a identificação da doença. Com o avanço da hanseníase, podem surgir complicações mais graves, como comprometimento dos nervos, perda de força, deformidades em mãos, pés e face, além de limitações motoras.

Segundo a médica, a hanseníase tem cura, mas quando não tratada pode evoluir para quadros graves e, em situações extremas, levar a outras complicações que colocam a vida do paciente em risco. Por isso, a orientação é clara: ao perceber qualquer mancha suspeita, a pessoa deve procurar a unidade de saúde mais próxima. As equipes da Atenção Básica estão preparadas para avaliar os casos, solicitar exames pelo SUS e, quando necessário, encaminhar para o dermatologista.

Dados da Vigilância Epidemiológica de Araxá mostram que, em 2024, foram registrados quatro casos de hanseníase no município. Em 2025, também foram confirmados quatro casos, e em 2026, até o momento, um caso foi notificado. Os números reforçam a importância da informação e da busca por atendimento logo nos primeiros sinais.

A campanha Janeiro Roxo tem justamente esse objetivo: informar, combater o preconceito e lembrar que a hanseníase tem tratamento, tem cura e está ao alcance de todos nas unidades de saúde de Araxá. Procurar atendimento é um passo simples que faz diferença para a saúde individual e coletiva.