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Postado em: 23/01/2026 - 15:52 Última atualização: 23/01/2026
Por: Manoelita Chagas - Portal Imbiara

Programas habitacionais e auxílio moradia buscam garantir autonomia às famílias em Araxá

Município aposta em diferentes modalidades de apoio e projeta novas unidades do Minha Casa Minha Vida

De acordo com a secretária, Araxá está em diálogo com o Ministério das Cidades para viabilizar novas unidades habitacionais no município. Foto: Caio César

Garantir moradia digna e autonomia às famílias em situação de vulnerabilidade social tem sido uma das prioridades da assistência social em Araxá. O tema foi detalhado pela secretária municipal de Ação Social, Lilian Pereira, durante entrevista concedida nesta sexta-feira (23), no estúdio da Rádio Imbiara.

Atualmente, o município trabalha com duas modalidades de apoio habitacional: o aluguel social e o auxílio moradia. No aluguel social, a prefeitura mantém contrato direto com o proprietário do imóvel, sem custo para o beneficiário. Já no auxílio moradia, a família escolhe o imóvel, assina o contrato e recebe mensalmente o valor para pagamento do aluguel.

Segundo Lilian, a mudança para o auxílio moradia foi pensada para ampliar a autonomia das famílias. “Essa modalidade permite que a pessoa tenha mais liberdade de escolha e organização da própria vida”, explicou.

Outro ponto abordado foi o programa Minha Casa Minha Vida. De acordo com a secretária, Araxá está em diálogo com o Ministério das Cidades para viabilizar novas unidades habitacionais no município. A previsão é lançar um edital para chamamento público de empresa construtora, com cadastramento das famílias nos CRAS nos primeiros 15 dias de fevereiro.

A expectativa é que sejam construídos entre 160 e 180 apartamentos. O município entrará com a contrapartida de um terreno avaliado em cerca de cinco milhões e meio de reais, enquanto a Caixa Econômica Federal será responsável pela análise de crédito e definição dos subsídios. “A assistência social não escolhe beneficiários. Todo o processo segue critérios federais”, ressaltou Lilian.

A secretária destacou ainda que a retirada de famílias de áreas de risco e moradias irregulares faz parte de uma política necessária para garantir segurança e dignidade. “São decisões difíceis, mas fundamentais para proteger vidas”, concluiu.