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Postado em: 24/01/2026 - 08:44 Última atualização: 24/01/2026
Por: Natália Fernandes - Portal Imbiara

Pesquisa do IPHAN mapeia ofício das quitandeiras em Araxá para reconhecimento cultural

Etapa local da investigação busca registrar e valorizar a tradição das quitandeiras como patrimônio cultural imaterial

O reconhecimento pelo IPHAN pode fortalecer políticas públicas. Foto: Reprodução/Internet

Araxá recebeu uma etapa de pesquisa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) voltada ao reconhecimento do ofício das quitandeiras como patrimônio cultural imaterial. A ação integra um levantamento mais amplo que busca documentar saberes, práticas e tradições culturais presentes na comunidade.

A pesquisa realizada em Araxá enfocou o cotidiano, as práticas artesanais e os saberes transmitidos pelas quitandeiras – mulheres que historicamente preparam e comercializam quitandas tradicionais em feiras, festas e eventos locais.

Importância cultural das quitandeiras

O ofício das quitandeiras representa mais do que uma forma de sustento; ele carrega tradições culinárias, socialização comunitária e identidade cultural. Ao mapear essas práticas, a pesquisa ajuda a preservar conhecimentos e reforçar a importância dessas mulheres na história e cultura da região.

Etapa de documentação e entrevistas

Pesquisadores do IPHAN realizaram entrevistas, coletaram depoimentos e registraram informações fundamentais para a etapa de documentação do ofício. Esse material servirá como subsídio para a análise que pode culminar no reconhecimento oficial, um passo que possibilita políticas de preservação e valorização cultural direcionadas à comunidade local.

Participação comunitária

Durante a pesquisa, as quitandeiras e moradores foram convidados a compartilhar suas experiências e contribuições culturais. A participação ativa da comunidade é considerada essencial para que o estudo reflita com fidelidade as práticas reais e o significado cultural desse ofício.

Perspectivas para o reconhecimento

O reconhecimento pelo IPHAN pode fortalecer políticas públicas e ações educativas voltadas à proteção e valorização de saberes tradicionais. Caso seja oficializado, o ofício das quitandeiras poderá integrar o rol do patrimônio cultural imaterial brasileiro, garantindo maior visibilidade e apoio às detentoras desse saber.