Boatos nas redes sociais são falsos; exigência de biometria vale apenas para novos pedidos e não afeta benefícios já em pagamento
Circulam nas redes sociais informações falsas de que o INSS deixaria de pagar aposentadorias e pensões a quem ainda não possui a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN). A informação não procede. Quem já recebe benefícios continua recebendo normalmente, sem qualquer mudança imediata.
O que está em andamento é a exigência de biometria digital apenas para novos pedidos de benefícios, iniciada em novembro. Essa medida não afeta aposentadorias, pensões ou auxílios que já estão em manutenção.
Atualmente, o INSS aceita a biometria da CIN, da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e do Título de Eleitor. A partir de 1º de maio de 2026, quem solicitar novos benefícios como salário-maternidade, benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) e pensão por morte precisará ter biometria cadastrada em um desses documentos. Caso não tenha, será necessário emitir a CIN.
Somente a partir de 1º de janeiro de 2028 a Carteira de Identidade Nacional será o único documento aceito para pedidos e manutenção de benefícios do INSS.
Benefícios em manutenção
Segundo o governo federal, não haverá bloqueio automático de pagamentos. A atualização biométrica para quem já recebe benefícios será feita de forma gradual. Se houver necessidade de atualização, o segurado será avisado com antecedência, sem prejuízo no recebimento.
Exceções
A exigência de biometria poderá ser dispensada, temporariamente, para:
pessoas com mais de 80 anos;
pessoas com dificuldade de locomoção por motivo de saúde;
moradores de áreas de difícil acesso;
migrantes, refugiados e apátridas;
brasileiros que residem no exterior.
Combate a fraudes
A exigência de biometria está prevista em decreto federal e tem como objetivo reduzir fraudes, aumentar a segurança dos dados e garantir que os recursos cheguem a quem realmente tem direito.
Recomendação
Mesmo com a obrigatoriedade total prevista apenas para 2028, o INSS recomenda que os cidadãos emitam a CIN o quanto antes, evitando filas futuras e fortalecendo a proteção do benefício previdenciário.