OAB-MG orienta sobre prevenção após aumento de fraudes que usam nome de advogados para pedir pagamentos falsos via WhatsApp e Pix
Nos últimos anos, criminosos têm utilizado técnicas de engenharia social e explorado vulnerabilidades digitais para aplicar golpes contra advogados e seus clientes. Diante do aumento dos casos, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Minas Gerais (OAB-MG) disponibilizou uma cartilha informativa com orientações sobre como identificar fraudes, evitá-las e quais providências devem ser tomadas em caso de prejuízo.
A advogada araxaense Shirley Resende relatou que já teve clientes abordados por golpistas que tentaram se passar por ela para solicitar pagamentos indevidos. Segundo a profissional, os criminosos se aproveitam da facilidade de acesso a informações públicas dos processos judiciais. “Qualquer advogado do Brasil inteiro, com o número da OAB, tem acesso a processos. Esses golpistas clonaram meu WhatsApp, acessaram meus processos e enviaram mensagens solicitando valores de custas processuais. Então peço a todos para ficarem atentos”, alertou.
De acordo com a OAB-MG, entre os golpes mais comuns está a chamada engenharia social, quando criminosos se passam por advogados ou funcionários de escritórios e entram em contato com clientes por telefone ou aplicativos de mensagens, solicitando transferências ou pagamentos indevidos. As justificativas geralmente envolvem supostos honorários, custas processuais ou taxas inexistentes. Outro método utilizado é o phishing, técnica que busca roubar informações pessoais ou acessar contas on-line por meio de e-mails, mensagens ou sites falsos semelhantes aos oficiais. O objetivo é obter dados sensíveis, como documentos e cartões de crédito, ou induzir a vítima a realizar pagamentos via boleto, QR Code ou Pix direcionados ao fraudador.
Também há registros de invasão de aplicativos ou sistemas. Nesses casos, após conseguir acesso aos dados da vítima, o criminoso redefine senhas, altera contas vinculadas, incluindo chaves Pix, e desvia valores para contas de terceiros.
Para evitar prejuízos, a OAB-MG orienta que clientes sempre confirmem pedidos de pagamento diretamente com o advogado, utilizando canais oficiais de contato. A entidade também recomenda não clicar em links suspeitos, manter dispositivos protegidos com antivírus atualizado e autenticação em dois fatores, além de verificar cuidadosamente o destinatário de qualquer transação financeira. Outra medida sugerida é estabelecer limites diários de transferências via Pix, o que pode ajudar a reduzir prejuízos em caso de tentativa de fraude.
A cartilha completa com orientações sobre prevenção e segurança digital pode ser acessada no site da OAB-MG pelo link: