BEM BRASIL
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Postado em: 12/02/2026 - 17:51 Última atualização: 12/02/2026
Por: Caio César/Silvio Gonçalves - Portal Imbiara

Setor de serviços inicia 2026 em desaceleração, aponta o economista Sílvio Gonçalves

Comentarista destaca que indicadores ainda mostram expansão, mas com menos contratações e maior cautela empresarial

O programa Conexão Imbiara é apresentado todas as quintas-feiras na Rádio Imbiara 91,5 FM. Foto: Caio César/Portal Imbiara

O setor de serviços no Brasil iniciou 2026 em ritmo mais lento, reflexo de fatores econômicos e do cenário político, segundo análise apresentada pelo comentarista Sílvio Gonçalves, que, ao lado de Carlos Nunes, apresenta todas as quintas-feiras o programa Conexão Imbiara Economia e Negócios, da Rádio Imbiara 91,5 FM. Sílvio destacou que a desaceleração está ligada à menor entrada de novos negócios e à cautela das empresas diante de juros elevados e incertezas.

De acordo com Gonçalves, um levantamento divulgado pela S&P Global indica que “o setor de serviços do Brasil perdeu força em janeiro e o crescimento desacelerou, pressionado pela fraqueza na entrada de novos negócios”. Apesar disso, ele ressaltou que os indicadores ainda apontam expansão, e não retração. “O índice permanece acima da marca de 50 pontos, o que mostra que está havendo uma desaceleração, e não uma contração da atividade”, explicou.

O comentarista destacou que a redução no ritmo impacta diretamente o mercado de trabalho. “Isso se reflete, infelizmente, em menos contratações e até mesmo demissões”, afirmou. Segundo ele, empresas consultadas na pesquisa relataram queda na base de clientes e redução de gastos, situação que tende a atingir outros setores da economia.

Outro ponto levantado foi o nível de confiança dos empresários. Gonçalves observou que “os fornecedores de serviços mostraram-se menos otimistas em relação ao restante do ano”, registrando a pior percepção em seis meses. Entre os motivos citados estão políticas públicas, cenário eleitoral e custos financeiros. “A taxa de juros de 15% ao ano traz problemas para os empresários”, pontuou.

Sílvio também mencionou dados da Associação Brasileira do Trabalho Temporário, que indicam expectativa de queda nas contratações no primeiro trimestre. “A previsão é de cerca de 760 mil contratações temporárias no país, 40 mil a menos do que no mesmo período de 2025”, disse, relacionando o movimento à cautela das empresas diante de mudanças econômicas e da reforma tributária.

Para Gonçalves, o efeito pode atingir a renda das famílias e ampliar o impacto na economia. Citando análise do estudo, ele reforçou que “a eliminação de vagas significa que as famílias têm menos dinheiro para gastar, e a desaceleração pode se espalhar para outros setores”.

Mesmo com a proximidade de datas comerciais importantes, como Carnaval e Páscoa, ele avalia que o ambiente segue marcado pela prudência. “Nem esses momentos de sazonalidade estão animando os empresários”, concluiu.