BEM BRASIL
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Postado em: 19/02/2026 - 08:29 Última atualização: 19/02/2026 - 08:29
Por: Alex Sander Xexéu - Portal Imbiara

St George Mining faz 17 novas perfurações e amplia potencial do Projeto Araxá

Resultados indicam possível aumento na estimativa de recursos de terras raras e nióbio em um dos depósitos mais promissores do Brasil

St George Mining já realiza diversos testes para avaliação. Foto: Arquivo Portal

A empresa australiana St George Mining anunciou nesta quarta-feira (18) novos resultados de sondagem no Projeto Araxá, em Minas Gerais, reforçando o potencial de crescimento do depósito de terras raras e nióbio na cidade.

O principal destaque é uma perfuração contínua de 164,45 metros — a mais espessa já registrada no projeto — confirmando a presença de mineralização relevante além do limite atualmente considerado na modelagem de recursos.

Hoje, a estimativa de recursos minerais do projeto é calculada até cerca de 100 metros de profundidade. Os novos dados mostram que a mineralização segue aberta abaixo desse nível e também lateralmente, o que indica possibilidade de expansão do depósito.

Na prática, isso significa que o volume total de minério economicamente aproveitável pode aumentar à medida que novas perfurações forem incorporadas aos estudos geológicos.

Segundo a empresa, a continuidade de teores elevados ao longo de intervalos largos aumenta a confiança no modelo geológico. Esse é um passo importante antes dos estudos econômicos que vão definir o tamanho da mina, a vida útil do projeto e a viabilidade financeira.

Elementos estratégicos

As análises continuam apontando proporções significativas de neodímio e praseodímio, elementos usados na fabricação de ímãs permanentes para veículos elétricos, turbinas eólicas e tecnologias de defesa. Por isso, o depósito é considerado estratégico dentro do cenário global de transição energética.

Atualmente, o Projeto Araxá possui um recurso mineral estimado em 40,6 milhões de toneladas, com teor médio de 4,13% de óxidos de terras raras, além de nióbio. A companhia classifica o ativo como um depósito de classe mundial.

Operação em ritmo acelerado

As perfurações seguem 24 horas por dia, sete dias por semana, com três sondas diamantadas e uma de circulação reversa em atividade. Além disso, 20 furos já realizados aguardam resultados laboratoriais, que devem trazer novas informações sobre o tamanho e a qualidade do depósito.

O projeto também conta com apoio do Governo de Minas Gerais, que concedeu regime tributário preferencial à empresa, incluindo isenção de ICMS para equipamentos e materiais utilizados no desenvolvimento da mina.

Mercado internacional e parcerias

A mineradora busca se posicionar como fornecedora de minerais críticos para países ocidentais e mantém diálogo com autoridades dos Estados Unidos. A empresa negocia ainda um contrato de compra futura de longo prazo com a companhia norte-americana REalloys, que pode envolver até 40% da produção de terras raras do Projeto Araxá.

Previsto para entrar em operação até 2027, o empreendimento está localizado ao lado das instalações da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), maior produtora mundial de nióbio, responsável por cerca de 80% da oferta global.

Com os novos resultados, o mercado passa a considerar que o Projeto Araxá pode ser maior do que o inicialmente estimado, o que pode acelerar as próximas fases de desenvolvimento.