BEM BRASIL
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Postado em: 25/02/2026 - 15:42 Última atualização: 25/02/2026
Por: Alex Sander Xexéu - Portal Imbiara

Envelhecimento ativo começa agora: Frequência nos treinos é prioridade para público 60+

No programa Vida Ativa 60+, Clarissa Nagli reforça que pausa prolongada nos exercícios prejudica a geração prateada

Clarissa Nagli nos estúdios do Grupo imbiara de Comunicação. Foto: Manu Chagas

Se é verdade que muita gente diz que “o ano só começa depois do Carnaval”, a recomendação para a saúde é justamente o contrário: não parar. Esse foi o tom do bate-papo no programa Vida Ativa 60+, da Rádio Imbiara 91,5 FM, que recebeu a escritora, influenciadora e empresária Clarissa Nagli, CEO da Hidromania, em Araxá.

Logo no início, o recado foi direto: adiar o início ou a retomada dos exercícios físicos por causa das festas de fim de ano e do Carnaval cria um ciclo perigoso de procrastinação. “A gente não deixa de trabalhar, não deixa de beber água, não deixa de comer. Por que deixaria de fazer exercício físico?”, questionou.

Segundo Clarissa, o problema maior é emendar Natal, Ano-Novo e Carnaval sem manter uma rotina mínima de atividade. Quando a pessoa decide voltar, sente as consequências: dores musculares, perda de condicionamento e maior risco de lesões.

Frequência é mais importante que intensidade

Para o público 60+, a orientação é clara: mais importante do que treinar pesado é manter regularidade. A especialista defende que o exercício físico deve fazer parte da rotina diária, como escovar os dentes ou beber água.

Ela alerta que tentar “compensar o tempo perdido” com treinos intensos pode causar lesões e afastar ainda mais o aluno. O ideal é respeitar os limites do corpo, reduzir carga quando necessário, mas não interromper completamente a prática.

Musculação e exercícios aeróbicos são indicados, desde que orientados por profissional. A musculação, inclusive, é apontada como essencial para manter massa muscular, proteger articulações e preservar autonomia funcional.

Dor não é sinônimo de velhice

Um dos pontos destacados no programa foi a ideia equivocada de que “todo idoso sente dor”. Para Clarissa, dor constante não deve ser encarada como algo natural da idade, mas como reflexo de sedentarismo, falta de fortalecimento e perda de mobilidade.

Entre os principais pontos de atenção para quem tem mais de 60 anos estão as articulações, especialmente joelhos e ombros. A falta de massa muscular ao longo da vida contribui para sobrecarga nessas regiões.

Ela também destacou que, atualmente, muitos médicos já recomendam movimento mesmo em casos de dor leve, desde que com adaptação. A imobilidade total, segundo ela, pode piorar o quadro.

Envelhecimento ativo é realidade

Com mais de 250 alunos 60+ na Hidromania, Clarissa observa um crescimento expressivo desse público nas academias. Ela lembra que o Brasil vive um processo acelerado de envelhecimento populacional, com aumento da longevidade e redução da taxa de natalidade.

A mensagem final é simples e prática: não espere uma data simbólica para começar. O melhor dia é hoje. Movimento é vida — em qualquer idade.