Após retornar ao Brasil, Kiti Otaki criou empresa que ajuda supermercados a reorganizar espaços e melhorar resultados
Filho de pai japonês e mãe brasileira, o empresário araxaense Kiti Otaki transformou a experiência de mais de duas décadas vivendo no Japão em um modelo de trabalho voltado à eficiência no comércio. Aos 44 anos, ele está à frente da empresa Araxá Montagem Comercial, especializada em consultoria, organização e montagem de supermercados, atendendo atualmente cerca de 12 cidades da região.
Kiti nasceu em Araxá, mas ainda criança se mudou para o Japão, onde viveu por cerca de 22 anos. Durante esse período, morou na província de Shizuoka e trabalhou em fábricas ligadas às montadoras Honda e Yamaha, atuando na produção de componentes. “Lá eu aprendi muita disciplina. Essa experiência teve um impacto muito grande na minha vida e mudou totalmente a minha forma de pensar e trabalhar”, relata.
Após mais de duas décadas no exterior, ele retornou ao Brasil há cerca de 12 anos. A readaptação não foi simples, já que havia esquecido boa parte do português. O primeiro emprego foi em um supermercado, experiência que acabou despertando o interesse pelo setor varejista.
Há cerca de quatro anos, decidiu abrir a Araxá Montagem Comercial, oferecendo serviços de consultoria, reorganização de layout e treinamento de equipes para supermercados. “O nosso trabalho é identificar problemas dentro da loja e reorganizar o espaço de forma estratégica para melhorar as vendas”, explica.

Kiti Otaki com os apresentadores Carlos Nunes e Silvio Gonçalves. Foto: Caio César/Portal Imbiara
Segundo ele, a forma como os produtos são posicionados influencia diretamente o comportamento do consumidor. Entre as estratégias utilizadas está a reorganização do percurso dentro da loja, posicionando itens mais procurados em locais estratégicos para incentivar o cliente a circular pelo espaço. “Em um dos mercados que reorganizamos, apenas mudando a posição das geladeiras para o fundo da loja, a venda aumentou cerca de 30%”, destaca.
Kiti também aponta a falta de mão de obra qualificada como um dos desafios do setor e afirma que o atendimento ao cliente ainda é uma das maiores carências do varejo.
Com clientes em diversas cidades da região, ele acredita que a organização e o planejamento podem fazer diferença no desempenho dos supermercados.
“O comerciante muitas vezes não tem tempo para parar e pensar na organização da loja. É aí que entra o nosso trabalho”, conclui.