Dr. Leirston Paulo explica no programa Imbiara Notícias como ocorre a transmissão do vírus e quais cuidados a população deve adotar
Durante entrevista ao programa Imbiara Notícias, da Rádio Imbiara 91,5 FM, o médico Dr. Leirston Paulo da Silva, que atua na Estratégia de Saúde da Família em Araxá, explicou o que é a Mpox e por que a doença voltou a chamar a atenção das autoridades de saúde.
Segundo o médico, a Mpox, anteriormente conhecida como monkeypox, é uma infecção viral da mesma família do vírus da varíola. A doença foi identificada pela primeira vez em 1958, na África, e por muitos anos permaneceu mais restrita a essa região.
Nos últimos anos, no entanto, casos começaram a ser registrados em diferentes países, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a intensificar o monitoramento da doença e as estratégias de controle.
De acordo com Dr. Leirston, embora o Brasil ainda não tenha grande número de casos, já existem registros da doença em Minas Gerais e em regiões próximas, o que exige atenção das autoridades de saúde e também da população.
Entre os principais sintomas estão lesões na pele, que podem começar como pequenas manchas avermelhadas e evoluir para feridas com crostas. Essas lesões podem aparecer em pequenas quantidades ou se espalhar por diferentes partes do corpo.
Além das lesões, a doença também pode causar febre, dor de cabeça, dores no corpo e mal-estar, sintomas comuns em infecções virais.
O médico explicou ainda que o período de incubação do vírus pode chegar a até 21 dias, ou seja, a pessoa pode ter contato com o vírus e levar semanas para apresentar os primeiros sintomas.
A transmissão pode ocorrer por contato direto com as lesões da pele, secreções corporais, contato próximo e prolongado com pessoas infectadas e também por via respiratória. Há ainda registros de transmissão durante relações sexuais.
Na maioria dos casos, a doença evolui de forma leve. No entanto, podem ocorrer complicações, principalmente em pessoas com sistema imunológico mais fragilizado. Entre os problemas possíveis estão infecções pulmonares e infecções bacterianas associadas às lesões na pele.
O tratamento é voltado principalmente para o controle dos sintomas, como febre e dor. O uso de antibióticos só é indicado quando há confirmação de infecção bacteriana associada.
Sobre a vacinação, Dr. Leirston explicou que já existe vacina contra a Mpox, porém a disponibilidade ainda é limitada. No Brasil, o Ministério da Saúde iniciou a vacinação para grupos prioritários, como profissionais que trabalham em laboratórios que lidam com amostras da doença e pessoas com diagnóstico de HIV.
Como forma de prevenção, a orientação é que pessoas com sintomas suspeitos procurem atendimento nas unidades de saúde para avaliação médica. Também é recomendado evitar contato próximo com outras pessoas até que o diagnóstico seja confirmado.
O médico reforçou ainda a importância de medidas básicas de prevenção, como evitar contato físico quando estiver com sintomas de doenças infecciosas, manter cuidados de higiene e evitar frequentar locais com grande aglomeração quando houver suspeita de infecção.