BEM BRASIL
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Postado em: 23/03/2026 - 09:41 Última atualização: 23/03/2026 - 09:47
Por: Manoelita Chagas - Portal Imbiara

Centro de Referência da Cultura Negra amplia atividades e fortalece valorização histórica em Araxá

Espaço amplia parcerias, recebe ações culturais e reforça papel educativo no município

O Centro também se tornou palco para manifestações culturais contemporâneas, como lançamentos de livros, exposições artísticas, apresentações culturais e eventos literários. Foto: PMA

O Centro de Referência da Cultura Negra tem ampliado suas ações em Araxá ao longo de 2026, consolidando-se como um espaço de preservação da memória, valorização da cultura afro-brasileira e formação educativa. Com funcionamento regular e programação diversificada, o local tem recebido visitantes, promovido atividades culturais e estruturado novas parcerias para fortalecer o acesso da população à história e à identidade negra no município.

Criado com o objetivo de reconhecer e dar visibilidade à contribuição da população negra na formação de Araxá, o espaço funciona como um memorial permanente, reunindo registros de personalidades que marcaram a história local. Além disso, o Centro também se tornou palco para manifestações culturais contemporâneas, como lançamentos de livros, exposições artísticas, apresentações culturais e eventos literários, incluindo rodas de slam, que têm ampliado o diálogo com diferentes públicos.

De acordo com o coordenador do espaço, Adilson de Paula, o crescimento das atividades reflete o interesse da comunidade e de instituições em participar das iniciativas. Ele destaca que o Centro tem recebido propostas de parcerias e está em fase de estruturação de novos projetos, com foco na ampliação do alcance educativo e cultural das ações desenvolvidas.

Educação e formação cultural

Entre as iniciativas em andamento, está a parceria com a Escola Estadual Luiza de Oliveira Faria, por meio do projeto “Raízes em Retalhos”. A proposta envolve visitas semanais de estudantes ao Centro, onde eles têm contato com a história da cultura negra e participam de atividades práticas, como a confecção da boneca Abayomi, símbolo de resistência e afeto na cultura afro-brasileira.

A iniciativa está alinhada à Lei nº 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas. Segundo o Ministério da Educação, a legislação busca promover a valorização da diversidade cultural e o reconhecimento das contribuições da população negra na formação do país. Mais informações sobre a lei podem ser consultadas no portal oficial do MEC: www.gov.br/mec/pt-br

Visitas educativas ao Centro de Referência da Cultura Negra aproximam estudantes da história afro-brasileira e promovem o reconhecimento da identidade cultural no município. Foto: PMA

Programação e acesso ao público

O Centro de Referência da Cultura Negra funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h; aos sábados, das 9h às 15h; e aos domingos, das 8h às 12h. Durante todos os dias, os visitantes podem participar de visitas guiadas conduzidas por monitores, que apresentam o acervo e contextualizam a história da cultura afro em Araxá.

Além da visitação, o espaço também está disponível para a realização de atividades culturais promovidas pela comunidade, ampliando seu papel como ponto de encontro para iniciativas que incentivem a difusão cultural.

Perspectivas para 2026

A programação prevista para este ano inclui ações temáticas e eventos pontuais, como atividades especiais em alusão ao dia 13 de maio, data que marca a abolição da escravidão no Brasil, além de rodas de conversa voltadas ao protagonismo das mulheres negras e suas contribuições para a sociedade araxaense.

Com a ampliação das atividades e o fortalecimento das parcerias, o Centro de Referência da Cultura Negra reafirma seu papel como espaço de memória, educação e construção de identidade, contribuindo para a valorização da história afro-brasileira em Araxá.

Atividades culturais e encontros comunitários fortalecem o Centro de Referência da Cultura Negra como espaço de diálogo, memória e expressão cultural em Araxá. Foto: PMA