BEM BRASIL
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Postado em: 25/03/2026 - 15:03 Última atualização: 25/03/2026 - 15:13
Por: Caio César/Rogério Farah - Portal Imbiara

Advogado orienta como identificar fake news sobre benefícios do governo e evitar golpes na internet

Especialista alerta para aumento de fake news e ensina formas seguras de checar conteúdos suspeitos

Rogério Farah faz parte do Departamento de Jornalismo da Rádio Imbiara 91,5 FM. Foto: Caio César/Portal Imbiara

Com o aumento de golpes digitais e da circulação de informações falsas nas redes sociais, especialmente envolvendo supostos benefícios do governo federal, o advogado Rogério Farah faz um alerta importante: é preciso sempre verificar a veracidade antes de compartilhar ou fornecer dados pessoais. Segundo ele, muitos criminosos utilizam a promessa de auxílios inexistentes como estratégia para enganar a população e obter dados sensíveis.

De acordo com Farah, sempre que a informação envolver programas sociais, benefícios ou serviços públicos, o primeiro passo deve ser a consulta em canais oficiais. O portal gov.br reúne praticamente todos os serviços federais e é considerado a principal referência. “Se um programa realmente existe, ele estará disponível nesse portal”, explica. Outro canal importante é o Brasil Contra Fake, que divulga desmentidos sobre boatos relacionados a políticas públicas e ações do governo.

Além das plataformas oficiais, o advogado recomenda o uso de serviços independentes de checagem, que analisam conteúdos que circulam na internet e verificam sua veracidade. Entre os mais conhecidos estão a Agência Lupa, Aos Fatos, Boatos.org, UOL Confere, Estadão Verifica e o Fato ou Fake. Essas plataformas são amplamente utilizadas como referência inclusive por órgãos públicos.

Outra orientação é utilizar ferramentas gratuitas que ajudam a identificar se um link é seguro ou pode estar associado a golpes. Serviços como o VirusTotal, o Norton Safe Web e o detector de confiabilidade do Reclame Aqui permitem analisar páginas suspeitas antes de qualquer acesso. Há também iniciativas educativas do Ministério Público Federal voltadas ao combate à desinformação.

Farah ressalta que algumas características são comuns em conteúdos falsos, como promessas de novos auxílios sem qualquer anúncio oficial, pedidos de dados pessoais por meio de links, prazos urgentes para cadastro e mensagens disseminadas por aplicativos de conversa. “Se a proposta parece vantajosa demais ou cria um senso de urgência, é preciso desconfiar”, afirma.

Uma medida simples pode ajudar a evitar prejuízos: copiar um trecho da mensagem suspeita e pesquisar na internet junto com expressões como “é verdade?” ou “fake news”. Segundo o advogado, na maioria das vezes o conteúdo já foi verificado por algum serviço especializado.

Por fim, ele reforça que a responsabilidade também está no compartilhamento. “Antes de repassar qualquer informação, é fundamental conferir a veracidade. Isso evita a propagação de golpes e protege outras pessoas”, conclui.