BEM BRASIL
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Postado em: 26/03/2026 - 16:26 Última atualização: 26/03/2026
Por: Caio César/Carlos Nunes/Silvio Gonçalves - Portal Imbiara

Empresário destaca desafios e bastidores do setor de eventos em Araxá

Luciano Rios explica como o setor se reinventou após a pandemia e os desafios atuais

Empresário Luciano Rios nos estúdios da Rádio Imbiara. Foto: Caio César/Portal Imbiara

O empresário Luciano José Rios, da Bezz Eventos e Empreendimentos, foi o convidado desta quinta-feira (26) do programa Conexão Imbiara – Economia e Negócios, da Rádio Imbiara 91,5 FM, e detalhou os bastidores da produção de grandes eventos, como o tradicional Araxá Rodeio Show, além dos desafios enfrentados pelo setor, especialmente após a pandemia.

Araxaense, Luciano atua há 18 anos no mercado de eventos e destacou a evolução da empresa, que deixou de atuar apenas na produção para oferecer soluções completas. “Hoje conseguimos atender o evento de ponta a ponta, desde a estrutura até a gestão da praça de alimentação e da carreira artística”, explicou.

Atualmente, a Bezz Eventos também trabalha com agenciamento de artistas, locação de estruturas e gestão de serviços, o que, segundo o empresário, ajuda a reduzir riscos em um setor considerado altamente vulnerável. “Quando você assume mais áreas do evento, diminui a dependência de terceiros e consegue ter mais controle sobre os resultados”, afirmou.

Luciano ressaltou que o segmento de entretenimento é um dos primeiros a sentir os impactos da economia. “O evento é visto como algo supérfluo. Em momentos de crise, as pessoas cortam esse tipo de gasto primeiro”, disse. Ele também destacou o aumento expressivo no cachê de artistas após a pandemia. “Os valores subiram muito e não voltaram ao patamar anterior. Isso tem inviabilizado muitos eventos”, revelou.

Segundo ele, dos cerca de 27 eventos previstos até outubro, apenas dois contam exclusivamente com a venda de ingressos, enquanto os demais têm apoio do poder público. Nos casos em que não há financiamento público, o risco é maior. “É o que a gente chama de ‘risco na veia’. Você depende da bilheteria, de patrocínios e de uma série de fatores externos, como o clima”, explicou.