Levantamento mapeou 15 bairros e orientou força-tarefa com visitas domiciliares no município
O uso de tecnologia tem ampliado o combate à dengue em Araxá. Um levantamento realizado com drones entre os dias 9 e 28 de fevereiro identificou 2.146 possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti em 15 bairros da cidade. Com base nesses dados, a Vigilância Ambiental intensificou as visitas domiciliares ao longo de março para eliminar focos e orientar moradores.
A ação abrangeu regiões como Boa Vista, Serra Morena, Santa Mônica, São Domingos, Tiradentes, Leblon e Aeroporto, entre outros bairros. A partir do mapeamento aéreo, agentes de endemias realizaram uma força-tarefa entre os dias 12 e 18 de março, verificando os pontos sinalizados pelos drones e adotando medidas de controle diretamente nos imóveis.
Durante as visitas, 1.683 locais foram solucionados ou seguem em monitoramento, enquanto 450 imóveis estavam fechados no momento da abordagem. Além disso, quatro pontos foram descartados por não confirmarem foco do mosquito e nove residências não autorizaram a entrada das equipes, o que pode comprometer a eficácia das ações de controle.
Principais focos ainda são resíduos e água parada
O levantamento apontou que o principal tipo de criadouro continua sendo o acúmulo de lixo, como plásticos, latas, sucatas e entulhos. Em seguida, aparecem piscinas sem manutenção, lajes com água parada e caixas d’água destampadas — ambientes ideais para a reprodução do mosquito.
Tecnologia amplia alcance das equipes
Segundo o supervisor geral dos agentes de endemias, Paulo Henrique Honorato, o uso de drones tem sido um aliado importante no trabalho de campo. Ele explica que os equipamentos permitem identificar áreas que muitas vezes passam despercebidas em inspeções tradicionais, como terrenos fechados ou locais de difícil acesso.
Com câmeras de alta precisão, os drones captam imagens que ajudam a direcionar as equipes de forma mais estratégica, tornando o combate mais ágil e eficiente. A tecnologia também contribui para otimizar recursos e ampliar o alcance das ações de vigilância.
Colaboração da população é essencial
Apesar do reforço tecnológico, a Vigilância Ambiental destaca que a participação da população continua sendo fundamental. Permitir a entrada dos agentes nas residências é uma medida importante para identificar e eliminar possíveis criadouros dentro dos imóveis.
De acordo com orientações do Ministério da Saúde, cerca de 80% dos focos do mosquito estão dentro das casas, o que reforça a necessidade de cuidados simples no dia a dia, como evitar o acúmulo de água parada e manter recipientes sempre vedados.
A combinação entre tecnologia e conscientização é apontada como o caminho mais eficaz para reduzir os casos da doença e proteger a saúde da população em Araxá.