Advogado Rogério Farah orienta como identificar golpes no período do Imposto de Renda
Com a chegada do período de entrega das declarações do Imposto de Renda, moradores de Araxá e região devem redobrar a atenção. A Receita Federal do Brasil e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) emitiram um alerta sobre uma nova onda de golpes que utiliza informações reais de contribuintes para aplicar fraudes, principalmente por e-mail, WhatsApp e redes sociais.
De acordo com o advogado Rogério Farah, a sofisticação dessas tentativas tem aumentado e exige cautela redobrada da população. “Hoje os golpistas conseguem acessar dados básicos das pessoas e montar mensagens muito convincentes. Isso faz com que até contribuintes mais atentos acabem sendo enganados”, explica.
Golpe simula cobrança da Dívida Ativa
Uma das abordagens mais recentes envolve mensagens falsas informando uma suposta inscrição do contribuinte na Dívida Ativa da União. Os criminosos utilizam nome completo, CPF e até endereço das vítimas para dar aparência de legitimidade. Em muitos casos, criam páginas falsas que imitam o visual do portal Gov.br, induzindo ao pagamento imediato de débitos inexistentes.
Essas mensagens geralmente apelam para o senso de urgência: estabelecem prazos de poucos minutos, ameaçam bloqueio do CPF, contas bancárias ou chave PIX, e oferecem “descontos” para quitação rápida.
Segundo Rogério Farah, esse tipo de pressão é um dos principais indícios de fraude. “O contribuinte precisa desconfiar sempre que houver urgência exagerada. Órgãos públicos não atuam dessa forma, muito menos exigindo pagamento imediato por links enviados em mensagens”, alerta.
Como identificar a fraude
As autoridades reforçam que há sinais claros de golpe:
- Órgãos oficiais não entram em contato por WhatsApp, Telegram ou redes sociais
- Não são enviados links externos para pagamento
- Não há cobrança com prazos curtos ou exigência de ação imediata
- Sites oficiais do governo sempre terminam em “gov.br”
Além disso, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional informa que:
- O único SMS oficial enviado utiliza o remetente 29347
- Nunca são solicitados dados pessoais como CPF por mensagem
- Não existe possibilidade de cancelamento de pagamentos via PIX
- Bloqueios de bens ou valores só ocorrem por decisão judicial
O advogado reforça que, em caso de dúvida, a melhor atitude é interromper qualquer interação. “Se recebeu uma mensagem suspeita, não clique em links, não forneça dados e não faça pagamentos. Procure os canais oficiais para confirmar a informação. Essa simples atitude pode evitar um prejuízo grande”, orienta Farah.
Canais oficiais são a única fonte segura
Para evitar prejuízos, os contribuintes devem utilizar apenas os canais oficiais:
- O e-CAC, acessado via conta Gov.br, é o portal da Receita Federal para consulta de pendências fiscais
- O site regularize.pgfn.gov.br é o canal oficial da PGFN para negociação de débitos inscritos em dívida ativa
Antes de realizar qualquer pagamento ou fornecer dados pessoais, é fundamental verificar diretamente nessas plataformas.
Atenção redobrada
A Receita Federal reforça que não realiza cobranças por aplicativos de mensagens nem por links enviados fora de seus canais oficiais. A recomendação é clara: desconfie de qualquer comunicação que pressione por rapidez ou solicite pagamento imediato.
Para Rogério Farah, a informação ainda é a principal forma de proteção. “Esses golpes tendem a aumentar em períodos como o do Imposto de Renda, justamente porque as pessoas já estão mais preocupadas com questões fiscais. Por isso, a orientação é manter a calma, buscar informação segura e nunca agir por impulso”, conclui.
Em caso de dúvida, o cidadão deve ignorar a mensagem suspeita e buscar confirmação diretamente nos canais oficiais. A prevenção continua sendo a melhor forma de evitar cair em golpes, especialmente em períodos sensíveis como o da declaração do Imposto de Renda.