Ferramentas digitais facilitam envio e reduzem risco de inconsistências
Com o fim do prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda 2026 se aproximando — marcado para o dia 29 de maio —, a Receita Federal alerta que muitos contribuintes ainda não acertaram as contas com o Leão. Em Araxá e região, a expectativa é de aumento no número de envios nos últimos dias, repetindo um comportamento comum entre os brasileiros: deixar a obrigação para a última hora.
Em entrevista ao programa Imbiara Notícias, o chefe da Receita Federal no município, Eduardo Paraguassu, destacou que está obrigado a declarar quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 ao longo de 2025. Segundo ele, o não cumprimento pode trazer consequências, como a suspensão do CPF e dificuldades em operações bancárias.
“O contribuinte não precisa passar por esse transtorno. A declaração é obrigatória e deve ser feita dentro do prazo para evitar problemas futuros”, reforçou.
Declaração pré-preenchida ganha destaque
Uma das principais recomendações da Receita Federal é o uso da declaração pré-preenchida, disponível por meio da plataforma gov.br. Atualmente, cerca de 80% das declarações já utilizam esse modelo, que reúne automaticamente informações de rendimentos, despesas médicas e outras movimentações financeiras.
Além de reduzir erros e evitar a malha fina, o modelo também garante prioridade no recebimento da restituição, especialmente quando combinado com o uso do PIX com chave CPF.
Doações podem beneficiar entidades locais
Outro ponto destacado foi a possibilidade de destinar até 6% do imposto devido aos fundos municipais da criança, do adolescente e do idoso. Em Araxá, caso todos os contribuintes aptos realizassem a doação, o valor poderia chegar a cerca de R$ 7,5 milhões.
“No ano passado, menos de R$ 200 mil foram destinados. Esse recurso poderia fortalecer instituições importantes da cidade, como a APAE, que atende centenas de pessoas”, ressaltou Paraguassu.
A doação não representa custo adicional ao contribuinte, já que o valor é abatido do imposto devido.
Principais erros ainda levam à malha fina
Entre os erros mais comuns que levam à malha fiscal estão a omissão de rendimentos e as divergências entre informações declaradas pelo contribuinte e pelas fontes pagadoras. O cruzamento de dados é automático e cada vez mais eficiente.
“A Receita sabe tudo. Hoje, com a tecnologia, é muito difícil esconder informações. O melhor caminho é declarar tudo corretamente”, alertou.
Ele também destacou que a malha fina não é definitiva e pode ser resolvida com a retificação da declaração ou o envio de documentos por meio de processo digital, disponível no próprio sistema da Receita.
Multa e consequências para quem perder o prazo
Quem não entregar a declaração até 29 de maio está sujeito a multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido. Além disso, o CPF pode ficar irregular, gerando impedimentos em diversas situações do dia a dia.
Mesmo após o prazo, a orientação é que o contribuinte regularize a situação o quanto antes.
Atenção às regras e rendimentos
A Receita também reforça que devem ser considerados todos os tipos de renda, como salários, aposentadorias, aluguéis e ganhos com investimentos. No caso de idosos, há regras específicas de isenção parcial, mas a obrigatoriedade da declaração depende do total de rendimentos.
Com a proximidade do fim do prazo, a recomendação é clara: não deixar para a última hora e utilizar as ferramentas digitais disponíveis para facilitar o processo.
“Hoje, a declaração pode ser feita em poucos minutos. Está tudo na mão do contribuinte”, concluiu Paraguassu.