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Postado em: 17/06/2026 - 16:08 Última atualização: 17/06/2026 - 16:49
Por: Caio César/Alex Sander Xexéu/Rogério Farah - Portal Imbiara

Empreendedorismo após os 60: Experiência, renda e realização impulsionam nova geração de negócios

Especialista do Sebrae aponta que maturidade e vivência profissional reduzem riscos e favorecem decisões mais estratégicas

Alessandro Souza, ao lado dos apresentadores Alex Sander Xexéu e Rogério Farah. Foto: Caio César/Portal Imbiara

Com o aumento da população idosa no Brasil e a necessidade de permanecer economicamente ativa, o empreendedorismo tem se consolidado como alternativa para pessoas com mais de 60 anos. O tema foi debatido nesta quarta-feira (17) durante o programa Vida Ativa 60+, da Rádio Imbiara, com participação do consultor do SEBRAE em Araxá, Alessandro Souza.

Durante a entrevista, Alessandro destacou que a busca por orientação para abrir um negócio tem crescido entre pessoas acima dos 50 e 60 anos. Segundo ele, esse público chega ao Sebrae com características diferentes dos jovens empreendedores. “Normalmente, os mais jovens chegam com sonhos. Já os 60+ chegam com projetos”, afirmou.

De acordo com o consultor, a experiência acumulada ao longo da vida é um diferencial importante para quem deseja empreender nessa fase. Isso porque, geralmente, são pessoas que já possuem conhecimento técnico, vivência profissional e maior consciência sobre os riscos do mercado.

Além da complementação de renda, Alessandro ressaltou que muitos buscam o empreendedorismo para realizar antigos desejos ou até manter a socialização após a aposentadoria. “Às vezes, a pessoa se aposenta e sente necessidade de continuar ativa, manter contato com outras pessoas e se sentir produtiva”, explicou.

O especialista alertou, porém, que abrir um negócio exige planejamento. Ele reforçou a importância de conhecer o mercado, entender o público-alvo, calcular custos, definir corretamente o preço dos produtos ou serviços e escolher o regime tributário mais adequado.

Entre as opções para começar, Alessandro citou o Microempreendedor Individual (MEI) como alternativa viável para quem pretende iniciar com faturamento menor, desde que a atividade se enquadre nas regras.

Outro ponto abordado foi o impacto das redes sociais no ambiente empresarial. Segundo ele, tanto jovens quanto idosos precisam compreender que a comunicação digital exige estratégia e cuidado, já que a imagem pessoal pode influenciar diretamente a reputação do negócio.

Para o consultor, criatividade não tem idade. Ele destacou que, apesar de os jovens estarem mais ligados à inovação tecnológica, muitos empreendedores mais velhos também conseguem desenvolver ideias inovadoras, especialmente quando unem experiência com disposição para aprender. “O importante é estar aberto às mudanças. O que deu certo nos últimos 30 anos pode não funcionar daqui para frente”, pontuou.

Alessandro também chamou atenção para a importância de escolher um negócio alinhado ao propósito de vida, principalmente na maturidade. Setores como turismo, gastronomia e prestação de serviços aparecem entre os mais procurados por esse público.

Por fim, ele lembrou que empreender não significa abrir mão da qualidade de vida. “O empreendedor precisa descansar. Se ele não consegue se ausentar do negócio por alguns dias, é sinal de que alguma coisa está errada”, concluiu.