senac
senac
Postado em: 11/07/2026 - 10:30 Última atualização: 11/07/2026 - 10:31
Por: Alex Sander Xexéu - Portal Imbiara

Inverno exige atenção à saúde do coração, alerta o cardiologista Alonso Garcia em Araxá

Segundo o médico Alonso Garcia, controle da pressão, colesterol, diabetes e prática de atividade física são essenciais para reduzir o risco de doenças cardiovasculares

Dr. Alonso Garcia médico cardiologista em Araxá. Foto: Alex Xexéu

Durante o inverno, as baixas temperaturas aumentam o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). De acordo com o Instituto Nacional de Cardiologia (INC), os casos de infarto podem crescer até 30% e os de AVC até 20% nesse período.

Em entrevista à Rádio Imbiara, o cardiologista Dr. Alonso Garcia explicou que o infarto ocorre quando uma artéria do coração é obstruída, reduzindo ou interrompendo o fluxo sanguíneo para uma parte do músculo cardíaco.

Segundo o especialista, a condição provoca dor intensa no peito e exige atendimento imediato, já que pode causar complicações graves, como insuficiência cardíaca, morte súbita e óbito.

"O infarto é uma obstrução de uma artéria do coração. Se a pessoa não receber atendimento a tempo, há grande risco de desenvolver complicações graves", alertou.

Fatores de risco

O cardiologista destacou que diversos fatores contribuem para o desenvolvimento da doença ao longo da vida. Entre eles estão:

Colesterol elevado;

Pressão alta;

Diabetes;

Sobrepeso e obesidade;

Tabagismo;

Estresse;

Sedentarismo.

Dr. Alonso ressaltou que esses fatores favorecem o acúmulo de placas nas artérias, aumentando o risco não apenas de infarto, mas também de AVC e outras doenças vasculares que podem comprometer os rins, os olhos e os membros inferiores.

Casos entre pessoas mais jovens

O especialista chamou a atenção para o aumento dos casos em pacientes mais jovens. Segundo ele, embora o risco aumente com a idade, problemas cardiovasculares já podem surgir a partir dos 30 anos e, em algumas situações, até antes, principalmente entre usuários de drogas.

Ele explicou ainda que as mulheres costumam apresentar menor risco durante o período fértil devido à proteção hormonal, mas esse cenário muda após o climatério, quando a incidência de doenças cardiovasculares aumenta.

Histórico familiar exige atenção

Outro ponto destacado pelo cardiologista é a influência da hereditariedade. Pessoas que possuem familiares com histórico de infarto ou AVC devem iniciar o acompanhamento médico mais cedo.

"Quem tem casos na família precisa cuidar da pressão, do colesterol e da glicemia desde cedo. A genética aumenta o risco e a prevenção faz toda a diferença", afirmou.

Prevenção é a melhor estratégia

Para reduzir as chances de desenvolver doenças cardiovasculares, o médico recomenda manter hábitos saudáveis, controlar doenças crônicas e praticar atividades físicas regularmente, especialmente exercícios aeróbicos, como caminhada, ciclismo e natação.

Ao final da entrevista, Dr. Alonso reforçou o alerta para que a população não ignore sintomas como dor no peito.

"Movimente-se mais, cuide da pressão, do colesterol e, se sentir qualquer dor no peito, não menospreze. Procure atendimento médico o mais rápido possível", orientou.