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Postado em: 16/07/2026 - 10:17 Última atualização: 16/07/2026 - 10:18
Por: Alex Sander Xexéu - Portal Imbiara

Oftamologista Dr. Marcelo Saito em Araxá alerta para aumento dos casos de olho seco

Especialista explica que condição pode estar relacionada a doenças, hábitos do dia a dia e ao inverno, período em que também crescem os casos de conjuntivite

Dr. Marcelo Saito nos estúdios da Rádio Imbiara. Foto: Caio César

O uso prolongado de celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos, aliado ao clima seco característico do inverno, tem contribuído para o aumento dos casos da síndrome do olho seco. O alerta foi feito pelo oftalmologista Marcelo Saito durante entrevista à Rádio Imbiara.

Segundo o médico, a síndrome não é apenas um desconforto passageiro, mas um conjunto de sintomas que pode estar relacionado tanto a fatores ambientais quanto a doenças que comprometem a produção e a qualidade da lágrima.

"A síndrome do olho seco envolve diversas situações. Existem doenças que causam esse problema e também fatores externos, como o clima seco e os hábitos do dia a dia. A lágrima é fundamental para proteger os olhos, manter a visão e garantir o bom funcionamento da superfície ocular", explicou.

Uso de telas agrava o problema

De acordo com o especialista, a síndrome sempre existiu, mas se tornou mais frequente devido ao uso intenso de telas.

"Quando ficamos muito tempo olhando para celulares ou computadores, piscamos menos. Com isso, a lágrima evapora mais rapidamente e surgem sintomas como ardência, sensação de areia nos olhos, vermelhidão, irritação e desconforto", afirmou.

Quem corre mais risco

O oftalmologista destaca que idosos, pessoas com doenças autoimunes, pacientes com blefarite e usuários frequentes de lentes de contato fazem parte do grupo com maior risco de desenvolver a síndrome.

Além disso, ambientes com ar-condicionado, vento, poeira e fumaça favorecem a evaporação da lágrima e intensificam os sintomas.

Entre as doenças associadas está a Síndrome de Sjögren, que provoca ressecamento dos olhos e da boca, além de estar relacionada a doenças reumáticas.

Automedicação pode piorar os sintomas

Marcelo Saito também faz um alerta para o uso indiscriminado de colírios vendidos sem prescrição médica.

Segundo ele, muitos produtos considerados "lubrificantes" pela população são, na verdade, vasoconstritores, que apenas reduzem temporariamente a vermelhidão, sem tratar a causa do problema.

"O uso inadequado pode até agravar o quadro. O ideal é procurar avaliação médica para identificar a causa do desconforto e indicar o tratamento adequado", orientou.

Inverno favorece alergias e conjuntivites

O especialista explicou que o inverno também aumenta a incidência de alergias oculares e conjuntivites virais.

Com o clima mais seco, a lágrima evapora com maior facilidade, enquanto o aumento da circulação de vírus em ambientes fechados favorece surtos de conjuntivite.

"A transmissão ocorre principalmente pelo contato com as mãos, toalhas, travesseiros e objetos contaminados. Por isso, é importante evitar coçar os olhos e reforçar os cuidados com a higiene", ressaltou.

Nos casos de conjuntivite viral, compressas frias ajudam a aliviar os sintomas, mas o médico alerta que o tratamento varia conforme o diagnóstico, tornando indispensável a avaliação por um oftalmologista.

Tratamento

Entre as opções de tratamento para a síndrome do olho seco estão colírios lubrificantes específicos, mudanças de hábitos e, em alguns casos, procedimentos para melhorar o funcionamento das glândulas responsáveis pela produção da camada oleosa da lágrima.

O oftalmologista destacou ainda que a prevenção passa por medidas simples, como fazer pausas durante o uso de telas, piscar com frequência, manter boa hidratação, evitar a automedicação e realizar consultas periódicas.

"Hoje dependemos muito da visão para trabalhar, estudar e nos comunicar. Cuidar da saúde ocular é essencial para manter qualidade de vida em todas as idades", concluiu.