Unidade é referência para sete municípios e mantém atendimento 24 horas com soros específicos para picadas de escorpiões, aranhas e serpentes
A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Araxá reforçou a importância de procurar atendimento médico imediato em casos de acidentes com animais peçonhentos. A unidade é referência para Araxá e outros seis municípios da região, oferecendo atendimento 24 horas e disponibilidade de soros específicos para o tratamento de picadas de escorpiões, aranhas e serpentes.
Em entrevista à Rádio Imbiara, o diretor técnico da UPA, Dr. Thiago Veríssimo, destacou que o tempo entre o acidente e o início do tratamento é determinante para evitar complicações e reduzir o risco de sequelas ou morte.
Segundo o médico, crianças com menos de sete anos e idosos acima de 60 anos fazem parte do grupo de maior risco e devem ser encaminhados imediatamente ao pronto-socorro, independentemente da gravidade aparente do acidente.
"As crianças podem apresentar uma evolução muito rápida após uma picada de escorpião ou outro animal peçonhento. Em poucas horas, o quadro pode se agravar significativamente. Já os idosos costumam apresentar doenças como hipertensão, diabetes e problemas cardíacos, que aumentam o risco de complicações", explicou.
O diretor técnico ressaltou que qualquer pessoa vítima de picada ou mordida de animal peçonhento deve procurar atendimento médico, mesmo quando houver dúvidas sobre a espécie envolvida.

Dr. Thiago Veríssimo, diretor técnico da UPA de Araxá, orienta que vítimas de acidentes com animais peçonhentos procurem atendimento imediato para reduzir o risco de complicações e sequelas. Foto: Caio César
Soros disponíveis
A UPA de Araxá dispõe de soros específicos para diferentes tipos de acidentes, entre eles:
Soro antiescorpiônico;
Soro antiaracnídico (aranhas);
Soro antibotrópico, indicado para acidentes com jararacas, urutus e outras serpentes do gênero Bothrops;
Soro anticrotálico, utilizado em acidentes com cascavéis;
Soro antielapídico, destinado ao tratamento de acidentes com cobras-corais.
De acordo com o médico, sempre que possível, é importante que a vítima leve uma fotografia do animal, sem colocar a própria segurança em risco. A identificação auxilia a equipe médica na escolha do soro mais adequado.
Tempo é fator decisivo
Dr. Thiago Veríssimo explicou que, nos acidentes com serpentes, o ideal é que o paciente receba atendimento em até seis horas após a picada.
Embora existam relatos de eficácia do tratamento em períodos maiores, o atraso aumenta significativamente o risco de sequelas permanentes e pode comprometer a recuperação do paciente.
"O mais importante é não esperar os sintomas piorarem. Quanto mais cedo o atendimento for realizado, maiores são as chances de recuperação e menores os riscos de complicações graves", destacou.
A orientação da UPA é que, diante de qualquer acidente com animal peçonhento, a população procure imediatamente o serviço de urgência e evite tratamentos caseiros ou tentativas de captura do animal. Se possível, uma fotografia já é suficiente para auxiliar na identificação da espécie e na definição do tratamento mais adequado.