Levantamento do Núcleo de Estudos Econômicos e de Inteligência da Fecomércio MG revela que o município tem 91,7 MEIs para cada mil habitantes
O número de Microempreendedores Individuais (MEIs) continua em expansão no Brasil e em Minas Gerais. Levantamento elaborado pelo Núcleo de Estudos Econômicos e de Inteligência da Fecomércio Minas Gerais, com base em dados do Portal do Empreendedor, da Receita Federal e em pesquisas sobre o tema, mostra que, em pouco mais de 17 anos, o país passou de cerca de 43 mil registros, em 2009, para mais de 17 milhões de MEIs ativos em 2026.
Segundo o economista da Fecomércio MG, Henrique Braga, Minas Gerais ocupa posição de destaque no cenário nacional, com mais de 1,85 milhão de microempreendedores individuais ativos, sendo o segundo estado brasileiro com o maior número absoluto de registros.
De acordo com o economista, esse crescimento demonstra que o empreendedorismo segue como uma importante alternativa para a geração de renda, a criação de oportunidades e o fortalecimento da economia.
Araxá acima da média estadual
O estudo aponta que Araxá possui 10.888 microempreendedores individuais ativos, o equivalente a 91,7 MEIs para cada mil habitantes, percentual que representa cerca de 9,17% da população do município.
O índice coloca a cidade acima da média mineira na proporção de microempreendedores por habitante, que atualmente é de 8,66%, evidenciando o fortalecimento dos pequenos negócios locais.
Perfil dos empreendedores
Assim como ocorre em Minas Gerais, o perfil dos MEIs em Araxá apresenta predominância masculina. Os homens representam 55,6% dos registros, enquanto as mulheres correspondem a 44,4%.
Em relação à faixa etária, a maior concentração está entre empreendedores de 31 a 40 anos, que representam 28,1% do total. Na sequência, aparecem os profissionais entre 41 e 50 anos (24,5%) e aqueles de 21 a 30 anos (21,2%).
Somadas, essas três faixas etárias concentram quase 74% dos microempreendedores do município, demonstrando que o programa está fortemente presente entre pessoas em plena idade produtiva.
Crescimento traz desafios
Apesar dos números positivos, Henrique Braga destaca que a expansão do MEI também exige novos investimentos em políticas de apoio aos pequenos negócios.
Entre os principais desafios apontados estão a ampliação do acesso ao crédito, a oferta de programas de capacitação e de educação financeira, além do incentivo à regularidade das contribuições previdenciárias, fator considerado essencial para garantir mais segurança aos empreendedores e fortalecer o programa.
Para o economista, o MEI deixou de ser apenas um mecanismo de formalização e passou a desempenhar um papel estratégico no desenvolvimento econômico, na geração de empregos e no fortalecimento dos pequenos negócios em Minas Gerais.