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Postado em: 22/07/2026 - 15:47 Última atualização: 22/07/2026 - 15:51
Por: Alex Sander Xexéu - Portal Imbiara

Síndrome Respiratória Aguda pode evoluir rapidamente e exige atenção aos primeiros sintomas

Cirurgiã torácica Dra. Rayssa Barbiere Pascoal orienta sobre sinais de alerta, grupos de risco e quando procurar atendimento médico

Dra. Rayssa Barbiere Pascoal no programa Vida Ativa 60+. Foto: Caio César

As doenças respiratórias costumam aumentar durante o inverno e exigem atenção especial, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. Segundo a médica Dra. Rayssa Barbieri, muitas infecções começam com sintomas leves, semelhantes aos de um resfriado comum, mas podem evoluir rapidamente para quadros mais graves, como pneumonia e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Durante entrevista, a especialista explicou que, na maioria dos casos, as infecções respiratórias têm origem viral. No entanto, quando o organismo fica debilitado, bactérias podem aproveitar essa fragilidade e provocar complicações.

"O vírus acaba preparando o organismo para que uma bactéria se instale. Por isso, uma gripe aparentemente simples pode evoluir para uma pneumonia se não houver acompanhamento adequado", explicou.

Atenção aos sinais de piora

A médica alerta que mudanças nos sintomas devem servir como sinal de alerta.

Entre os principais sinais estão:

febre alta;

aumento do cansaço;

dificuldade para respirar;

dor no peito;

tosse persistente;

aparecimento de secreção mais espessa.

Segundo ela, a mudança do padrão da tosse também merece atenção. Quando a tosse deixa de ser seca e passa a apresentar catarro, principalmente mais escuro ou amarelado, pode indicar uma infecção bacteriana que necessita de avaliação médica.

Crianças e idosos são mais vulneráveis

A pneumologista destaca que os extremos de idade representam os grupos mais suscetíveis às complicações.

Nas crianças, o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento. Já nos idosos, o envelhecimento natural reduz a capacidade de defesa do organismo, favorecendo infecções mais graves.

Além disso, pessoas com doenças cardíacas, pulmonares, renais ou outras comorbidades apresentam risco maior de evolução para quadros graves quando contraem vírus respiratórios.

Nem toda tosse é gripe

Outro ponto destacado pela especialista é que a tosse seca, principalmente durante a noite, nem sempre está relacionada a doenças respiratórias.

Em alguns casos, ela pode ser consequência do refluxo gastroesofágico, situação em que o conteúdo do estômago retorna para o esôfago e provoca irritação das vias aéreas.

Por isso, quando a tosse persiste por vários dias, a recomendação é procurar avaliação médica para identificar a verdadeira causa dos sintomas.

Cuidados simples ajudam na recuperação

Durante a recuperação, alguns hábitos podem contribuir para uma melhora mais rápida.

Entre as orientações estão:

manter os ambientes ventilados;

abrir portas e janelas diariamente;

tomar sol sempre que possível;

ingerir bastante líquido;

evitar permanecer deitado durante todo o dia;

utilizar soro fisiológico para hidratação das vias respiratórias, quando indicado.

Segundo a médica, permanecer imóvel por muito tempo favorece o acúmulo de secreções no pulmão, aumentando o risco de pneumonia.

A especialista também lembra que a automedicação pode mascarar sintomas importantes e atrasar o diagnóstico correto, tornando o tratamento mais difícil.