BEM BRASIL
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Postado em: 10/08/2026 - 17:10 Última atualização: 10/08/2026
Por: Caio César/Carlos Nunes/Natália Fernandes - Portal Imbiara

Nódulo no pulmão não significa necessariamente câncer, explica cirurgiã torácica

Infecções respiratórias, tuberculose e enfisema estão entre as condições que podem provocar nódulos pulmonares

A Dra. Raíssa Barbieri Pascoal foi entrevistada por Carlos Nunes e Natália Fernandes no programa Imbiara Notícias, da Rádio Imbiara 91,5 FM. Foto: Caio César/Portal Imbiara

A descoberta de um nódulo pulmonar costuma provocar preocupação, mas a presença dessa alteração não significa necessariamente que o paciente tenha câncer. O alerta foi feito pela cirurgiã torácica Dra. Raíssa Barbieri Pascoal durante entrevista à Rádio Imbiara sobre a campanha Agosto Branco.

Segundo a médica, os nódulos podem surgir por diferentes motivos, e muitos deles são benignos. Infecções respiratórias, tuberculose e enfisema pulmonar, por exemplo, podem provocar alterações que aparecem nos exames de imagem.

A especialista explicou ainda que a radiografia de tórax não é considerada o exame mais eficaz para o rastreamento do câncer de pulmão. Para os pacientes que se enquadram nos critérios de rastreamento, o exame indicado é a tomografia de tórax com baixa dose de radiação.

A partir da identificação de um nódulo, o acompanhamento deve ser feito por um profissional especializado, que avaliará características como a localização e o aspecto da alteração para definir a necessidade de investigação.

Quando há suspeita, podem ser utilizados procedimentos como broncoscopia, biópsia guiada por tomografia ou, em situações específicas, biópsia cirúrgica.

A médica reforça que a palavra “nódulo” não deve ser motivo para desespero, mas representa um sinal que precisa ser corretamente investigado.

Cirurgia torácica afirma que "nunca é tarde para parar de fumar”

Parar de fumar traz benefícios à saúde mesmo para pessoas que mantiveram o hábito durante muitos anos. Segundo a médica, abandonar o cigarro pode melhorar a respiração, reduzir o cansaço e a fadiga, recuperar o paladar e melhorar a qualidade de vida. A interrupção do tabagismo também contribui para reduzir o risco de câncer de pulmão e de outras doenças relacionadas ao consumo de tabaco.

A especialista ressaltou que o cigarro está relacionado não apenas ao câncer de pulmão, mas também a outros tipos de câncer, incluindo tumores de boca, laringe e bexiga.

Para quem tem dificuldade em abandonar o hábito, a médica destacou a existência de programas de cessação do tabagismo oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além de tratamentos que podem envolver medicamentos e acompanhamento psicológico.

Segundo Raíssa, tratar apenas a dependência física pode não ser suficiente. É importante também compreender os fatores emocionais e comportamentais que levam cada pessoa a fumar.

A orientação é para que quem deseja parar de fumar procure ajuda profissional e não desista diante das dificuldades.