BEM BRASIL
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Postado em: 31/08/2026 - 10:14 Última atualização: 31/08/2026 - 16:59
Por: Manoelita Chagas/Caio César - Portal Imbiara

Vacinação antirrábica começa na zona rural de Araxá e segue até 25 de setembro

Quatro equipes da Vigilância Ambiental percorrem propriedades rurais; moradores devem facilitar o acesso às fazendas e manter cães e gatos contidos durante a aplicação

Uma orientação importante é que o responsável pelo animal acompanhe o procedimento e faça a contenção do cão ou gato. Fotos: Caio César/Licença Creative Commons

A campanha de vacinação antirrábica na zona rural de Araxá começou nesta segunda-feira, 31 de agosto, com quatro equipes da Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde percorrendo diferentes regiões do município. A ação é realizada diretamente nas propriedades rurais e segue até 25 de setembro, quando está prevista a conclusão da etapa rural.

Para o dia de hoje, as equipes estão atuando em regiões como Miguelinho, do outro lado da rodovia; Barra do Entrecosto, próximo à divisa com Quatapira; Fazenda Morro Alto, na divisa com Sacramento; e Córrego Fundo. O roteiro será atualizado diariamente de acordo com o andamento dos trabalhos.

Em entrevista à Rádio Imbiara, o agente da Vigilância Ambiental Tiago Nessrala destacou que a participação dos moradores é fundamental para que as equipes consigam alcançar o maior número possível de animais. Segundo ele, os proprietários devem facilitar a entrada nas fazendas e deixar as porteiras abertas para o acesso dos profissionais. “É de extrema importância estar fazendo essa vacinação, estar autorizando o pessoal a ir nas fazendas, deixando as porteiras abertas, recebendo as equipes.”

Vacinação protege animais e também as pessoas

A raiva é uma zoonose que afeta mamíferos e pode ser transmitida aos seres humanos principalmente pela saliva de animais infectados, por meio de mordidas, arranhaduras ou lambeduras. De acordo com o Ministério da Saúde, a doença apresenta letalidade próxima de 100% depois do início dos sintomas, o que reforça a importância das medidas de prevenção.

O risco também está relacionado ao contato entre animais domésticos e espécies silvestres. Na zona rural, cães e gatos podem ter contato com morcegos e outros animais, criando uma possível ponte entre o ciclo silvestre da doença e as pessoas.

Dados atualizados pelo Ministério da Saúde mostram que, entre 2010 e 2026, foram registrados 54 casos de raiva humana no Brasil. Desse total, 23 tiveram morcegos como fonte de transmissão, enquanto outros casos estiveram relacionados a primatas, felinos, raposas e outros mamíferos. Apenas dois pacientes sobreviveram aos casos registrados no período.

O cenário também demonstra a importância da vacinação dos animais domésticos. O Brasil não registra, desde 2015, casos de raiva humana transmitida pelas variantes clássicas do vírus associadas a cães. Segundo o Ministério da Saúde, a redução está relacionada, entre outras medidas, às campanhas de vacinação de cães e gatos e à profilaxia antirrábica para pessoas expostas.

Tutor deve acompanhar a vacinação

Durante a passagem das equipes pelas propriedades, os tutores não precisam apresentar documentos para que o animal seja vacinado. O cartão de vacinação é preenchido e entregue pela própria equipe no momento da aplicação.

Uma orientação importante é que o responsável pelo animal acompanhe o procedimento e faça a contenção do cão ou gato. A medida evita que o vacinador precise ter contato direto com o animal para segurá-lo, reduzindo o risco de acidentes durante a aplicação. “A gente sempre pede para o tutor estar acompanhando, realizando a contenção do animal e a nossa equipe faz a vacinação. Tanto para cão, tanto para gato também.”, explicou Tiago.

A recomendação vale tanto para cães quanto para gatos. A vacinação é uma das principais estratégias de prevenção da raiva animal e, consequentemente, contribui para reduzir o risco de transmissão da doença para a população.

Roteiro será divulgado diariamente

Como as equipes permanecem em movimento pelas comunidades e propriedades rurais, a programação pode mudar conforme o andamento do trabalho. Por isso, os moradores devem acompanhar a divulgação das localidades atendidas a cada dia e facilitar o acesso às propriedades quando a equipe estiver na região.

A etapa rural da campanha termina em 25 de setembro. Depois disso, segundo a Vigilância Ambiental, será iniciada a etapa de vacinação na zona urbana, cujo cronograma será divulgado posteriormente.

O Ministério da Saúde reforça que, além da vacinação dos animais, pessoas que forem mordidas, arranhadas ou tiverem contato de risco com a saliva de um animal potencialmente transmissor devem procurar imediatamente um serviço de saúde para avaliação e, quando indicada, realização da profilaxia antirrábica.