Doença pode provocar alterações neurológicas graves e levar o animal à morte; diagnóstico depende de confirmação laboratorial
A vacinação contra a raiva também deve fazer parte dos cuidados preventivos com animais de grande porte, como cavalos e ovinos. O alerta foi feito por veterinários durante o programa Vida de Pet, da Rádio Imbiara 91,5 FM.
Durante a entrevista, o médico veterinário Dr. Emílio Borges destacou que a vacina tem um custo-benefício considerado baixo diante da gravidade da doença. “A vacina, o custo-benefício dela é muito barato. Na maioria das vezes, o cavalo, quando adquire a doença, acaba vindo a óbito. Então, a vacina é muito barata. Tem que vacinar.”
Segundo o profissional, a vacinação deve ser considerada independentemente de o cavalo permanecer no campo ou em baia. “Principalmente, independente se está a campo, se está na baia, existe essa vacina.”
Os veterinários explicaram que bovinos e equinos também podem ser acometidos pela raiva. Nos cavalos, os primeiros sinais podem incluir alterações de comportamento e agressividade. Com a evolução da doença, o animal pode apresentar dificuldade de locomoção, permanecer deitado e desenvolver paralisia progressiva dos membros.
“O cavalo fica de forma agressiva e entra em decúbito. O que é isso? Ele deita. Ele deita e vai paralisar nos membros, do posterior para o anterior. Ele fica nesse estado muito agressivo ali no começo e depois ele deita e vai até morrer”, explicou Emílio.
O diagnóstico definitivo depende de exame laboratorial. Após a morte do animal, é coletado material do sistema nervoso, encaminhado para análise. “A gente coleta a massa encefálica desse animal que veio a óbito e manda para o laboratório. E aí eles conseguem confirmar ou não.”
De acordo com o veterinário, a confirmação laboratorial é especialmente importante porque outras doenças neurológicas podem apresentar sinais semelhantes. “Dentro, principalmente do cavalo, as doenças neurológicas são muito parecidas uma com a outra. Os sinais clínicos, que são esse decúbito e morte. E o diagnóstico normalmente só via laboratorial.”
Dr. Emílio reforçou a importância de os proprietários manterem a vacinação dos animais em dia e procurarem orientação de um médico-veterinário.