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Postado em: 11/09/2026 - 18:05 Última atualização: 11/09/2026
Por: Caio César/Edvaldo Gomes/Letícia Cardoso - Portal Imbiara

Diagnóstico precoce da PIF aumenta chances de recuperação em gatos, explica veterinária

Doença pode apresentar sinais semelhantes aos de outras enfermidades e ainda não possui um exame confirmatório específico

A médica-veterinária Dra. Letícia Cardoso falou mais sobre o assunto no programa Vida de PET, da Rádio Imbiara. Foto: Caio César/Portal Imbiara

A Peritonite Infecciosa Felina (PIF) é uma doença grave que pode comprometer a saúde dos gatos e, durante muitos anos, foi considerada praticamente uma sentença de morte para os animais diagnosticados. Atualmente, porém, os avanços nos tratamentos antivirais têm proporcionado novas perspectivas para os pacientes.

Durante participação no programa Vida de Pet, da Rádio Imbiara, a médica-veterinária Dra. Letícia Cardoso explicou que um dos principais desafios está justamente no diagnóstico da doença. Segundo ela, ainda não existe um exame capaz de confirmar isoladamente a presença da PIF.

O exame de PCR pode identificar a presença do coronavírus felino no organismo, mas um resultado positivo não significa necessariamente que o gato desenvolverá PIF. A confirmação depende da avaliação conjunta dos sinais clínicos, exames laboratoriais e outros exames complementares.

A PIF ocorre quando o coronavírus felino sofre uma mutação no organismo do animal. A doença pode se apresentar de diferentes formas. Na chamada PIF úmida, ocorre o acúmulo de líquido no abdômen ou no tórax. Já na forma seca, podem surgir alterações em órgãos como rins, fígado, intestino e olhos, além de manifestações neurológicas.

De acordo com a veterinária, a forma úmida costuma ser mais facilmente identificada devido à presença da efusão. Nesses casos, a análise do líquido acumulado pode contribuir para a investigação.

A PIF seca, por outro lado, pode ser ainda mais difícil de diagnosticar, justamente porque os sinais podem ser semelhantes aos provocados por outras doenças. Em casos com alterações neurológicas, por exemplo, a coleta e análise do líquor pode auxiliar na investigação.

A especialista destacou que quanto mais cedo a doença for identificada e tratada, maiores são as possibilidades de o animal responder positivamente ao tratamento.

Um exemplo citado durante o programa foi o do gato Zequinha, que apresentou febre persistente e outras alterações antes de chegar ao diagnóstico de PIF. Após o tratamento antiviral, o animal apresentou evolução positiva e atualmente está em período de observação.

Dra. Letícia também reforçou a importância de os tutores procurarem atendimento veterinário diante de alterações persistentes no comportamento ou na saúde do animal. A investigação precoce pode não apenas aumentar as chances de recuperação, mas também reduzir os custos associados ao tratamento quando a doença ainda não está em estágio avançado.