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Postado em: 14/09/2026 - 17:07 Última atualização: 14/09/2026
Por: Caio César/Carlos Nunes/Natália Fernandes - Portal Imbiara

Isolamento de adolescentes exige atenção dos pais, alerta psicopedagoga

Sandra Bernardes orienta famílias a observar mudanças de comportamento e priorizar o diálogo antes de impor punições

A psicopedagoga Sandra Bernardes participou do programa Imbiara Notícias, da Rádio Imbiara 91,5 FM. Foto: Alex Sander Xexeu/Portal Imbiara

O isolamento de adolescentes dentro do quarto, especialmente acompanhado pelo uso prolongado do celular, deve ser observado pelos pais. A orientação foi dada pela psicopedagoga Sandra Bernardes durante entrevista à Rádio Imbiara.

A profissional explicou que permanecer no escuro, passar muito tempo sozinho ou deixar de participar de atividades familiares pode indicar que o adolescente está enfrentando alguma dificuldade emocional. Entretanto, ela ressalta que é necessário conversar antes de tirar conclusões.

Em uma participação de ouvinte durante a entrevista, uma mãe relatou preocupação com o filho de 14 anos, que gostava de permanecer no escuro utilizando o celular. Sandra orientou que a família procure saber com quem o adolescente conversa, quais jogos utiliza e como está sua rotina, sempre por meio do diálogo.

A psicopedagoga também citou a possibilidade de o isolamento estar relacionado a situações vivenciadas fora de casa, como bullying ou exclusão social. Segundo ela, o celular pode acabar se tornando o espaço onde o adolescente encontra alguém disposto a ouvi-lo.

Para Sandra, retirar o aparelho de forma abrupta ou simplesmente impor punições pode aumentar a revolta do jovem. A recomendação é estabelecer limites de maneira mediada, combinando horários para o uso da tecnologia com outras atividades, como estudos, passeios e convivência familiar.

A profissional também orienta os pais a conhecerem os amigos dos filhos e demonstrar interesse pelos assuntos que fazem parte da rotina deles. Perguntar sobre músicas, jogos, amizades e atividades pode ajudar a construir confiança.

Segundo Sandra, a presença dos pais não deve ser apenas física. É necessário criar uma relação em que o adolescente se sinta seguro para conversar, sem medo de ser imediatamente julgado ou repreendido.